"Se nossa intenção for modificar quem realmente somos, não teremos sucesso. Se nossa intenção for nos tornar quem essencialmente somos, não poderemos deixar de ser verdadeiros diante dos mais profundos anseios da nossa alma."
Enquanto tem lugares onde as pessoas têm a semana do saco cheio, eu tenho a semana do trabalho, olha que legal! Bem, eu sei que não convenço ninguém quando eu poso de cigarra, porque a maioria sabe que eu trabalho pra burro, pra não dizer outra coisa.
Em todo caso, esta vai ser uma semana puxada, mesmo eu trabalhando alguns dias aqui. E como a gente ensina o que mais tem de aprender, eu aproveito o espaço pra aprender comigo mesmo sobre o trabalho em casa. Aqui vão algumas dicas da wired para realmente trabalhar em casa quando você estiver trabalhando em casa:
Modo trabalho... ativar! É dificil se sentir um profissional produtivo vestindo pijamas, pantufas e touca. Então levante, tome um banho, faça a barba e vista-se como se fosse ir ao trabalho (porque, ora bolas, você vai)
Separe seu espaço de trabalho Se o computador estiver na sala ou no quarto é mais fácil você sucumbir ao Playstation, Ao aparelho de som ou ao Globo Esporte. Estabeleça seu espaço na casa, preferencialmente uma sala com porta, para ser seu home office e procure passar tempo lá apenas quando estiver trabalhando.
Instale um firewall em sua atenção Vamos encarar os fatos: você não vai montar uma apresentação coerente quando as crianças pedem almoço, o cachorro precisa sair para fazer suas necessidades e sua cunhada fica telefonando para falar do aniversário do seu sobrinho. Arrume uma babá, desligue o telefone e feche a porta para sinalizar que você não está disponível.
Crie pequenas metas Um dia inteiro de trabalho aguarda você e parece que você tem todo o tempo do mundo pela frente, porque não assistir o noticiário da manhã ou aquele DVD que não pode ser visto no fim de semana? Evite a procrastinação criando uma lista de pequenas metas. Por exemplo, terminar a revisão de um documento até as 10 da manhã. Quebrando o dia em pequenas tarefas você inspira um senso de urgência saudável que permite um rendimento maior do seu dia.
Limite o e-mail a horários específicos Quando você trabalha por si só, os e-mails parecem se tornar a razão de sua vida para o resto da humanidade, e assim eles podem facilmente tomar o seu dia e jogar a sua produtividade no lixo. Para evitar que isto aconteça, coloque seu programa de e-mails em modo offline e limite o acesso a horários específicos, como o inicio do trabalho, logo após o almoço e no fim do dia. Entre um acesso e outro, desligue seu programa de e-mails e mãos à obra.
Use programas de mensagens instantâneas com cuidado Os programas como MSN e Skype colocam você em contato direto com sua equipe, mas também com os amigos e parentes. Estabeleça limites para estes contatos, desligando os programas sempre que precisar se concentrar e abrindo em horários especificos, sinalizando quando estiver ocupado e orientando as pessoas que não ligam para o sinal de ocupado que você está trabalhando e aparecem só pra dizer alô (e que em seguida perguntam se está tudo bem, como foi o fim de semana, e por aí vai).
Trabalhar em casa não é para todos. Quem precisa de contato humano o tempo todo, que não tem disciplina, pode ter resultados desastrosos ao trabalhar em casa. Faz mais de um ano que meu principal espaço de trabalho fica em minha casa, e ainda tenho de me esforçar muito em termos de disciplina, tanto para não me desviar do trabalho quanto para estabelecer limites claros ao trabalho (é fácil almoçar em 10 minutos e voltar para terminar aquela proposta).
Great Big Sea é uma banda em que esbarrei há uns 5 anos atrás, no tempo que o finado AudioGalaxy ainda existia e era, na época, o melhor que havia em download de musicas.
Enquamto Iona é uma banda de rock progressivo com influencia celta, Great Big Sea é uma banda que mistura rock e folk com musica tradicional irlandesa. Esta banda tem ainda mais instrumentos pouco vistos em grupos de rock, como o bouzouki, o bandolin, acordeão, apitos, flautas, fiddle (o violino usado em musica folk), além de arranjos vocais bem típicos.
Musicas muito animadas com temas divertidos. Peguei alguns exemplos no youtube. Foi dificil escolher porque é tudo muito bom.
O primeiro vídeo é da música Lukey. Veja no fim do video que diabos o velho Luckey está empurrando.
Este segundo chama-se "Run Away". Dá vontade de dançar em frente ao computador.
E este ultimo, Mary-Mac é uma musica "trava-lingua". Cante rápido "Well I'm gonna marry Mari cause Mari's takin' care o' me. We'll all be feelin' marry when I marry Mari-Mac." que é o finalzinho do refrão, que eles cantam bem rápido.
Pra facilitar a vida de quem quer ouvir os sons que eu comento aqui, vou colocar uns links para download de albuns, conforme eu os encontro na internet.
Para baixar o album "The book of kells" acesse o endereço abaixo:
A primeira vez que ouvi essa banda de rock progressivo, fiquei impressionado. Enia encontra-se com pink floyd (risos). Tem uns sons instrumentais poderosos, uma voz muito boa da vocalista Joanne Hogg, que também responde pelos teclados e violão.
Foi dos presentes que a sessão de pirataria que aconteceu durante o encontro de sexta com meus amigos rendeu. É uma banda de rock progressivo da Inglaterra. Influência cristã forte nas musicas, onde a gente encontra de tudo: sax, tambor, gaita de fole, banjo, violino, apito, flauta, em arranjos criativos e fáceis de ouvir.
Na mesma coletânea do Ministry of sound, uma versão diferente da mesma musica do Jose Golzalez, toda eletronica e futurista, pelo grupo The Knife. O outro extremo: enquanto o primeiro é suave, esse me remete à adolescência, sons eletrônicos estilo Jean-Michel Jarre ou Tangerine Dream.
E para também dar duas versões. Aqui vai uma versão de estudio, igualmente pirada.
Ouvi pela primeira vez em uma coletânea Chill out do Ministry of Sound. Depois de um tempo corri atrás e achei o unico CD dele. Todas nesse esquema de violão e voz. Som de primeira para relaxar e viajar.
Aqui embaixo a mesma musica, aparentemente um comercial de TV LCD. Bonito de ver também.
one night to be confused one night to speed up truth we had a promise made four hands and then away
both under influense we had devine scent to know what to say mind is a razorblade
to call for hands of above to lean on wouldn't be good enough for me, no
one night of magic rush the start a simple touch one night to push and scream and then releaf
ten days of perfect tunes the colors red and blue we had a promise made we were in love
to call for hands of above to lean on wouldn't be good enough for me, no
to call for hands of above to lean on wouldn't be good enough
and you, you knew the hands of the devil and you, kept us awake with wolf teeths sharing different heartbeats in one night
to call for hands of above to lean on wouldn't be good enough for me, no
to call for hands of above to lean on wouldn't be good enough for me, no
Estas semanas estou em um ritmo de mergulhos musicais.
Tudo começou com um encontro de amigos que aconteceu de forma improvisada. Reencontrei Dario, uma pessoa que já trabalhou na ideológica e que agora dedica-se a dar aulas de informática e tocar (tem uma banda cover do legião - ele tem uma voz parecida com o Renato Russo). E conheci Rafael, uma figura jovem que já vive de musica, com uma abordagem profissional rara entre a média dos artistas.
Ficamos tomando vinho, conversando, ouvindo algumas musicas, comendo a especialidade da casa: pizza (risos). O legal de ouvir boa musica com quem entende do assunto é que dá pra aprender a ouvir a musica como quem aprecia um perfume ou degusta um vinho... "olha, aqui é uma referencia ao primeiro tema, lá na abertura".
Lá pelas tantas o Rafael pega o vilão e começa a tocar algo diferente: musicas de videogame. Que viagem, ouvir por exemplo a musica do sonic no violão. Ele toca violão classico e proporcionou boas risadas e momentos nostálgicos.
Como eu sou meio lento pras coisas, só saquei agora que estou com o ouvido mais sensivel e com o meu impulso natural de buscar novidades musicais. E tenho encontrado verdadeiros tesouros, que vou procurando e colocando aqui pra os meus três leitores curtirem.
Tou musical esta semana... e descobri este cara, Patrick Wilson, um canadense, excelente pianista, compositor e cantor. Um som com arranjos criativos, com mudanças de ritmo que mexem com a gente. O video estava na primeira página do youtube, tem sido visto numa média de 100.000 vezes por dia, nada mal.
Com minhas artes mágicas de pirataria, baixei os dois albuns dele, onde se vê, ou melhor se ouve, uma musica feita com cuidado, onde se percebem sons diferentes ilustrando a musica: dá pra distinguir papel, sons eletronicos, banjo... dá, sei lá uma textura diferente pra musica.
Bem, ouve aí, assiste o clipe que tá dificil explicar (risos). Se curtir, comenta o que achou.
As horas passam marcando os momentos Que se vão, que formam um dia monótono Você desperdiça e perde as horas De uma maneira descontrolada Perambulando num pedaço de terra Na sua cidade natal Esperando alguém ou algo Que venha mostrar-lhe o caminho
Cansado de deitar-se na luz do sol De ficar em casa observando a chuva Você é jovem e a vida é longa Há tempo de viver o hoje E depois, um dia você descobrirá Que dez anos ficaram para trás Ninguém te disse quando correr Você perdeu o tiro de partida
E você corre e corre para alcançar o sol Mas ele está indo embora no horizonte E girando ao redor da Terra para se levantar Atrás de você outra vez O sol permanece, relativamente, o mesmo Mas você está mais velho Com o fôlego mais curto E a cada dia mais próximo da morte
Cada ano está ficando mais curto Nunca você parece ter tempo. Planos que tampouco deram em nada Ou em meia página de linhas rabiscadas Insistindo num desespero quieto É a maneira inglesa O tempo se foi, a canção terminou Pensei que tivesse algo mais a dizer
Bad day, looking for a way Oh, looking for the great escape Gets in his car and drives away Far from all the things that we are Puts on a smile and breaths it in and breaths it out He says bye-bye, bye to all of the noise Oh he says bye-bye bye to all of the noise
Hey child, things are looking down, That´s OK you don´t need to win anyways Don´t be afraid just eat up all the gray and it will fade away Don´t let yourself fall down
Bad day, looking for the great escape He says bad day, looking for the great escape On a bad day, looking for the great escape Great escape.
... e uma tentativa de tradução minha:
"Dia ruim, procurando uma forma Oh, procurando pela grande fuga Entrar em seu carro e dirigir para longe Longe de todas as coisas que somos Sorrir e respirar para dentro e para fora
Ele diz bye-bye, bye para todo oruido. Oh, ele diz bye-bye, bye para todo o ruido. Ei garoto, as coisas estão cabisbaixas, Esta tudo bem, você não precisa vencer toda vez Não tenha medo, apenas engula todo o cinza, e ele desaparecera Não se deixe cair
Dia ruim, a procura de uma grande fuga Ele diz dia ruim, a procura de uma grande fuga Em um dia ruim, procurando por uma grande fuga Grande fuga
Sem maiores explicações... apenas achei o conjunto musica, video e letras algo que vale compartilhar.
Às vezes eu acho que passo uma imagem de certinho ou perfeito neste espaço. Como falei no post anterior, a identidade é soma de muitas coisas e embora eu seja também estas idéias, elas são uma parcela pequena, um pequeno extrato das coisas que eu escolho publicar.
Um assunto que está amadurecendo, mas que ainda não tomou uma forma concreta é uma reflexão política, que deve render alguns posts longos, talvez intrincados. Mas a musica do Gabriel, o pensador, traduz um pouco do meu pensamento, pelo menos um lado do conflito.
"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente. E quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro. Na mudança do presente a gente molda o futuro".
Acho que este vai ser mais um daqueles posts cabeludos, que sei mais ou menos por onde começa mas não tenho certeza onde vai parar. Às vezes uma idéia ou pensamento me encontra distraído e me agarra pelo braço, dizendo "escreva-me" e só me larga quando eu coloco ela no papel, realizo alguma mudança, comento com alguem ou coloco em prática. São idéias que vêm com uma força de auto realização. Esta me pegou ontem a tarde e me acordou hoje às 4 da manhã.
O ponto de partida são as mudanças de comportamento, de energia, de postura e de pensamento que tenho experimentado estes ultimos meses. Geralmente fico com um pé atrás pra essas mudanças, comento com meus amigos mais próximos, que são mais acolhedores às minhas viagens e impulsos passageiros e que também me dão feedbacks sobre o que vou compartilhando.
O que tenho experimentado é também um aparente paradoxo: estou com mais energia e vigor, que se reflete no emagrecimento e ganho de força. Ao mesmo tempo estou ainda mais sereno. Acho que passei por um periodo de desintoxicação psiquica, que desencadeou uma desintoxicação fisica (o impulso natural de mudar a alimentação). Ou vice-versa, vai saber.
E caminhando tranquilamente em direção à padaria da esquina, tenho um insight. Esse novo nivel de energia é uma influência, uma inspiração da história de paixão que vivi há alguns meses? Uma das (muitas) coisas boas que restaram depois de uma história de vida intensa, morte e renascimento? Provavelmente.
Mas aí dei o passo seguinte, a pergunta que nunca se cala: quem sou eu, afinal de contas? Uma tentativa de resposta eu escrevi em um post anterior. Um bom começo, me apropriar da minha caminhada, reconhecer o meu valor.
Mas dizer "eu sou assim" me congela em uma forma ou um conceito.
Então eu prefiro o "estou assim" como um reconhecimento até fugaz do momento que estou vivento. Me descongelo, passo para um estado liquido.
Eu não sou uma constante. Nenhum de nós é uma constante. Às vezes a gente se apega a um estado bom, se refugia em um momento de conforto ou simplesmente relaxa e se acomoda. E tudo bem, temos mais é que desfrutar do que nos acontece de bom. O convite é de desfrutar com atenção, mantendo a sensibilidade para as mudanças que estão ocorrendo o tempo todo.
Mas voltando ao quem eu sou, à essa ginástica de definir o indefinivel, o que eu quero dizer é que eu sou a soma de uma série de variáveis e fatores (essa é ótima... sou uma equação, hahahahaha). O que quero dizer é que quem eu sou depende de tantas coisas sutis e mutáveis, forças que mudam de intensidade o tempo todo e que assim alteram o comportamento e as atitudes.
Eu frequento várias tribos. Convivo com pessoas de teatro, com executivos, com psicologos, artistas, adolescentes, crianças, idosos, arquitetos, marketeiros, publicitários, advogados, contadores. Nenhuma destas palavras define qualquer uma dessas pessoas, mas dá pistas sobre o seu comportamento, ou melhor ainda, referem-se a um mapa de sensações e conceitos que tenho dentro de mim a partir da percepção, convívio e aprendizado. Tudo é relativo. Bem, em cada grupo eu tenho um comportamento diferente. Parte máscara, desempenho dos papeis sociais, parte porque eu sou um pouco aquela situação. Ou parte dela.
Eu sou o meu corpo. Não "tenho" um corpo, mente ou uma alma. Eu sou. Não tem aqui uma posse ou separação. E meu corpo muda... as células vão se reproduzindo ou morrendo, as conexões neurais vão acontecendo e, hum, desacontecendo.
Eu sou a minha memória, a minha história, o meu aprendizado. Lembro e esqueço, e mesmo o que lembro é variável... experimento a vida através dos meus sentidos. Logo, a realidade é aquilo que eu sinto. E os meus sentidos não são absolutos ou matemáticos... ouço parte, imagino complementos. Vejo de um angulo e coloco cores e brilhos diferentes sobre o que vejo. Quando me lembro, a minha memória passa pelos mesmos filtros e retoques, uma espécie de photoshop mental, onde aquelas pelancas desaparecem, onde as dores são evitadas.
Eu sou também esses filtros. Sou as escolhas que faço, consciente ou inconscientemente.
Eu sou o lugar que eu ocupo. O apartamento onde eu moro, com a bagunça e ordem, com a energia minha colocada ali.
Eu sou um pouco das pessoas que amo e que convivo. Sou um pouco Leia, um pouco Wlad, um pouco Wanda, um pouco Rubens, um pouco Soraya, um pouco Vagner, um pouco Angela, um pouco Sanclair... um pouco, ou muito, de cada um. Cada vez que eu tenho um encontro profundo com alguem, ocorre essa troca, essa comunhão. Um passo adiante, sou Isaac Asimov, Arthur Clarke, Oriah Mountain Dreamer, Rolando Toro... as leituras e idéias que me influenciaram... sou o que aprendi na escola, sou meus professores, livros didáticos e brincadeiras de escola.
Se eu sou as minhas idéias, cada vez que tenho uma nova idéia eu sou um pouco diferente. Cada passo que dou eu mudo um pouquinho. E aqui eu chego na tal autopoiese. Eu crio a mim mesmo.
Se troco idéias, se reconheço que uma idéia faz sentido, passo a ser outra pessoa, variando essa mudança conforme o quanto esse novo pensamento muda a minha forma de ser no mundo. Então, quando me encontro com você, ou mesmo quando você lê este blog com a cabeça e o coração abertos, você corre o sério risco de se tornar um pouco eu.
Momento viagem: pensei em um monte de Gilbertos andando por aí. E de certa forma há.
E mesmo mudando o tempo todo permaneço o mesmo. Mesmo caminhando pelo mundo, onde quer que esteja, se me perguntar onde estou a resposta não muda: estou aqui.
E se a gente reconhecer que a identidade é assim, tão permeável, em que isso muda a nossa forma de ver o mundo? Se eu sou o lugar que ocupo, o que eu sou, com quem estou... em que isto influencia estas escolhas? Caio nas três perguntas chave, o projeto existencial:
Onde quero estar?
Com quem eu quero estar?
O que eu quero fazer?
Cada uma vale um post, uma reflexão. Cada uma destas perguntas deve ser feita novamente o tempo todo.
Não sei se isto tudo satisfez a minha idéia, mas eu me sinto aliviado de colocar no ar esse pensamento, de escrever e compartilhar essa viagem, até para organizar - ou desorganizar - o pensamento. Ver a identidade como algo liquido, perceber o mundo como algo permanentemente em transformação é, hum, muito louco.
Voltei de férias com um monte de coisas para realizar. Novos projetos e pendências para finalizar. Então, depois do que foi praticamente um retiro espiritual, vou entrar em um retiro economico.
Tenho anotações, fimagens, e um monte de idéias para digerir e integrar, mas vou me dedicar a elas nos momentos de maior tranquilidade, provavelmente neste fim de semana.
Enquanto isto, posto novamente o video Free Hugs.
Entenda a história:
Há um ano atrás, Juan Mann era só um homem estranho que ficava parado no Pitt Street Mall em Sydney, Austrália oferecendo abraços de graça para as pessoas que passavam pelas ruas. Um certo dia, Mann ofereceu um abraço a Shimon Moore, o líder da banda Sick Puppies e, desde então se tornaram bons amigos. Um certo dia Moore decidiu gravar Mann fazendo sua campanha por “Free Hugs”. À medida que o Free Hugs atingiu proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha . Então Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do abraço de graça.
Quando a avó de Mann morreu, Moore decidiu mixar o vídeo que ele tinha feito do Free Hugs com a música All the Same, que ele havia gravado com a sua banda Sick Puppies.
Vale a pena conferir o vídeo. Um filme que apresenta uma verdadeira história que inspira humanidade e esperança.Algumas vezes um abraço é tudo que precisamos. Free Hugs é uma história real, sobre um homem que acreditava que sua missão era trazer alegria na vida das pessoas através de um abraço.
Acordei cedo, mas demorei a levantar. O corpo estava um pouco cansado. Lucio fazia sua pratica de Yoga quando me levantei. Ficamos conversando todos, junto com Gal, sobre várias coisas. Li para ela o texto do drummond, viver não dói. Conversamos acerca de alguns aspectos do texto, em especial uma provocação que fiz quando citei o Humberto Maturana que disse que todo sofrimento tem origem social. Uma bela provocação: a dor é genuina, seja um sentimento interno, seja a dor fisica. No entanto, o sofrimento é um martirio que a gente se impõe, uma auto agressão que acontece quando a gente pensa que fomos enganados ou traidos, que não temos valor... Os "e se..." que nos forçam a olhar com tristeza para todos os sonhos não realizados. Tomamos café juntos, conversando alegres e seguimos para o encontro.
Participei de uma palestra com Sanclair, sobre a espiritualidade. Sanclair é um amigo que acompanho e apoio por gostar muito de sua forma de pensar e de suas vivências. Gravei o vídeo em minha câmera. Segui para uma vivência com Cézar Wagner, outro grande mente do movimento de biodança, autor de diversos livros e artigos. Nunca tinha visto ele antes, e me surpreendi com a forma poética e doce como conduziu sua vivência.
Sua vivência, naquilo que posso descrever em palavras aqui, começou com sua fala poética, sobre amizade, a capacidade de nos recuperarmos e de sonhar. Em seguida propôs três exercicios a serem realizados em pares, um para falarmos de nossos sonhos, o segundo para conversarmos assumindo aquilo que temos de bom e o terceiro para dizer o que vemos de belo na outra pessoa, mesmo tendo conhecido ela há pouco. Exercícios simples, mas que me trouxeram um insight: novamente me vejo sem um grande objetivo na vida. Isso me incomodou um pouco, a partir de vários angulos (senti algo como uma discussão interna entre os meus argumentos). Estar sem um sonho me deixa tranquilo por um lado, mas sinto o risco de acomodação por outro. Era como se o meu sonho fosse ter um sonho (risos). Depois de um tempo saquei que fiz muita coisa, realizei muitos sonhos que para muitos seriam grandes e que para mim foram acontecendo naturalmente. Mais importante que isso, não é porque consigo realizar meus pequenos sonhos, atingir meus grandes feitos que vou procurar um mega desafio. Não tou a fim de carregar pedras além da minha capacidade. Não estou a fim de carregar pedra nenhuma, aliás. Quero mais é seguir caminhando leve.
Voltamos para a casa de Gal para almoçar. Percebi que havia perdido o cartão de 2gb da camera, onde estava gravado o vídeo de Sanclair. Isso me deixou um tanto chateado. Mas tudo bem, recorri ao que havia dito na manhã. Deixei de lado as espectativas e sonhos de colocar na internet o vídeo, me despedi das fotos que estavam lá e fui dar uma cochilada para me acalmar e me tranquilizar. Almoçamos uma comida simples e boa preparada pelos colegas, com uma taça de vinho e boa conversa. Tem sido dias de paraíso estes.
Ficamos conversando mais um pouco e voltamos para o congresso a tempo de assistir a uma palestra sobre educação biocêntrica. Fica aqui mais uma promessa de post aprofundado no assunto. Em seguida uma vivência linda com Sanclair, onde dançamos o tema da palestra da manhã . Foi muito intensa, mas não cabe aqui falar dos detalhes. Voltei antes para a casa de Gal com Rui. Dormi mais cedo para permitir que os efeitos da vivência se harmonizassem.
De manhã encontrei-me com Roberto. Passamos a manhã conversando, e assisti a uma daquelas produções chinesas, chamada "a promessa". Eu gosto deste tipo de filme, mas este em particular não me agradou tanto, mesmo com alguns momentos bons. Ele usa vários elementos como o destino predeterminado, a pessoa que se apaixona por uma pessoa pensando que esta é outra (tema comum no oriente, pelo que percebo)... Seus tons de Romeu e Julieta e de tragédia grega. Depois eu escrevo um pouco mais dos filmes chineses em um próximo post.
A viagem foi tranquila, com conversas instigantes... Um pouco mais de politica, um pouco mais de questões pessoais. Na viagem veio conosco Livia, com quem falamos sobre relacionamentos, xamanismo, florais e tantos outros assuntos. Cada pessoa aqui é um mundo, com quem seria capaz de ficar horas e dias conversando. Li
Chegamos a natal e fomos direto para o congresso, onde nos registramos. Encontrei vários amigos, conheci duas pessoas que vieram da França e da Itália, alem de finalmente conhecer o grupo de pessoas que veio da espanha passar um periodo no nordeste.
Houve a abertura do congresso, com algumas trapalhadas que sempre acontecem nos eventos de biodança, mas que são meros detalhes comparados com a beleza do encontro e do que ele representa. Fizemos uma vivência com Rolando Toro.
Viemos para a casa de Gal. Somos cinco convidados: Tai, Lucio, Silvia, Luiz e eu. Mel, a cachorrinha de Silvia é nossa mascote. Nos acomodamos em um quarto coletivo e dormimos tranquilamente. Mel, fiquei sabendo no dia seguinte, se acomodara em minhas costas e dormiu numa boa... Estava dormindo tão bem que nem percebi.
De manhã tivemos uma sessão de nostalgia, repassando os acontecimentos destes dias em João Pessoa no meu ultimo dia aqui. Rimos muito ao lembrar de alguns casos e causos, em particular do momento em que eu quase coloquei fogo na casa (risos). Eu fui trocar o galão de água e coloquei o pano sobre o fogão desligado. Desligado mas ainda quente... estava colocando a água e percebi uma uma luz às minhas costas... o tal pano estava em chamas (risos).
Depois eu soube que Edileuza, a moça que faz a faxina aqui fazia uma cara de "esse paulista é louco" por trás de mim enquanto eu explicava rindo como tinha posto fogo no pano e como tinha quebrado uma peça do banheiro... por mais que eu tenha evoluido estes anos, certas atitudes desastradas ainda acontecem comigo.
Depois lembramos da festa do caio e de algumas tiradas mais inspiradas que tive, como o capitão planeta e o porco-aranha.
Fiquei muito contente ao ouvir que trouxera alegria e cura para meus anfitriões. Realmente houve muita troca nestes dias, de uma forma suave e tranquila, sem ninguem querer exibir conhecimentos, relatando experiências, falando o que sente, compartilhando as incertezas.
Passei a tarde com o caio, em uma lanhouse, jogamos counterstrike e warcraft III durante um par de horas, tipico programa de adolescente urbano. Ele está convencido de ir a São Paulo em janeiro sozinho e passar uma semana comigo. Eu tou curtindo a idéia, por algumas razões. Primeiro para fazer o meu testdrive como pai de adolescente. Outra coisa é que esta viagem vai ser ao mesmo tempo uma jornada de herói para ele (que vai voltar super enriquecido pela vivência de estar longe de casa, conhecendo a grande cidade, andando de metrô) e um rito de passagem. Depois dessa ele volta, como dizia minha avó, um hominho.
Fui para a aula de biodança no grupo de Rosângela. Uma situação rara, havia mais homens que mulheres no grupo, o que rendeu uma vivência muito especial, com a energia yang mais presente. Adormeci logo que cheguei, sentindo os efeitos da dança e das emoções no corpo e dormindo muito bem.
Hoje organizamos uma pequena reunião de amigos. Comprei alguns pães, patês e queijos para comermos e bebermos. Conheci um professor de física que tem uma proposta educacional interessante, que foge do formato atual de ensino, envelhecido e desinteressante. Além dele, Roberto, Giordinho, Eu e Janaina. O som que embalou a reunião foi... Bolero! Colocamos um CD com uma coletânea para tocar e ficamos conversando.
Infelizmente o cansaço pesava. Mas ouvi muitos sons diferentes e ouvi idéias instigantes. Roberto tem e reconhece a militância política como parte importante de sua personalidade. Atua em comissões de direitos humanos e me apresentou um ponto de vista muito coerente sobre algumas questões polêmicas.
Outro assunto interessante que surgiu é o projeto de poder da Igreja Universal. Aqui em João Pessoa tem um mega templo também, com aquelas colunas altas, um pé direito de uns 12 metros, coisa faraônica como tem sido comum para esta igreja. Eles pedem/cobram 20% dos rendimentos dos seus fieis além das ofertas ("...desafie Deus, dando 300, 400, 1000, todo o seu salario, como um gesto de confiança, que Ele vai te recompensar"). Este é um primeiro eixo. O segundo é a injeção sistemática de dinheiro na Rede Record de TV. Com dinheiro fácil entrando, a Record assumiu a segunda posição e vem se qualificando tecnicamente (pode ver a qualidade da teledramaturgia deles, as séries e filmes que vêm exibindo). Acrescente a estes dois o movimento político, de eleição de deputados (coloque um homem de Deus na assembléia legislativa) e temos um quadro preocupante, sobretudo porque esta é apenas a parcela visível da história.
Mas voltando à reunião, a riqueza das trocas é muito grande, porque eu trouxe uma forma diferente de pensar de SP e encontrei pensamentos diferentes neste outro país que é o nordeste. Em especial por estar com pessoas que têm essa capacidade de observar a cultura e a identidade do lugar e por poder visitar e sentir o espírito do local.
Estava testando um formato de publicação de fotos, e como não tinha ainda as fotos daqui de João Pessoa. Montei um album da festa a fantasia que fui há um tempo, o aniversário da Sonia Sanches. Foto minha mesmo, só a última.
Hoje foi um dia de trabalho nas férias, mas como consegui finalmente resolver os problemas, posso seguir as férias com mais tranquilidade.
Encontrei com Roberta, outra amiga de caminhadas pela chapada. Almoçamos e conversamos. Hoje tem também um queijo-e-vinho com os amigos biodanceiros.
Quarta vou pra aula de biodança por aqui, conhecer o grupo de João Pessoa já levando as malas arrumadas para seguir na madrugada de quinta para Natal com Roberto.
Segunda acordei cedo e fui caminhar pela praia com Janaina. Conversamos bastante, sobre a vida e sobre as nossas histórias de biodança. Tem certas coisas que realmente não mudam... Tanto nos grupos de SP como daqui tem aquelas figuras carimbadas: a moça que gosta de dramatizar sua história e fica falando sem parar na roda verbal, as pessoas que dançam vestindo máscaras e que se recusam a entrar na vivência e se abrir para dentro, enfim, os tipinhos carimbados e folclóricos que a gente encontra por nas rodas da vida. E da mesma forma, chega um tempo que a gente se afasta e sai pro mundo pra respirar. Depois dá aquela saudade e a gente volta, com a certeza de que embora como qualquer atividade humana a biodanza tenha seus defeitos, é algo extremamente rico e nutritivo. E o retorno tem outras vantagens, uma maturidade renovada, um estar presente por inteiro no grupo motivado não pela necessidade, mas pela vontade tranquila de estar ali e viver as histórias com suas figurinhas.
Fizemos compras no mercado e ao voltar fomos parados em uma blitz. O guarda nos parou e cumprimentamos ele sorridentes: "Bom dia seu guarda!". A gente estava animado, os dias tem sido generosos com a gente. Quando o guarda pede documentos Janaina, ainda sorrindo, explica que está sem os documentos do carro, sem carteira de habilitação. "A gente foi aó ali no mercado, oxente!". Eu até ofereço a minha habilitação, mas ela acabou de vencer. Até proponho, cara-de-pau que sou "olha, a gente pode buscar os documentos e trazer pro senhor ver". Acho que ele nunca parou um carro como o nosso... Coisas da vida, o guarda, também um cara sorridente, falou pra gente "então me dá qualquer papel aí só pra eu fingir que estou conferindo documentos", a gente arrumou um talão de recibos de aluguel em branco dentro de plástico de fotos ou coisa assim. Ele conferiu pra ver se estava tudo certo e a gente rindo, agradecidos pela generosidade dele.
Tomamos um café da manhã e seguimos pro centro, onde eu fiquei tentando acertar o tal programa do cliente que não funcionava de jeito nenhum. Não deu muito certo, mas pedi pro pessoal mandar por ftp para eu dar um jeito por aqui. Descobri um cyber café que tem um cabo compatível com a minha câmera. Assim, em breve coloco as fotos aqui no blog.
Ufa! Agora o blog está up to date com as minhas aventuras. E ainda tem 7 dias pela frente... Huhuuu!
Hoje foi um dia bem de turista. Seguimos para a praia e passamos o dia por lá. Estavamos eu, Giordinho, Janaina, Caio, Jaqueline (irmã de Janaina), Gabriel (filho de Jaqueline) e mais dois amigos de Caio. Ficamos numa boa, entre o quiosque de beira de praia com cerveja e bom papo e mergulhos no mar. Roberto, amigo biodanceiro e militante roxo de esquerda juntou-se a nós. Conversamos sobre a produção cultural de Pernambuco, que apesar de muito rica não tem encontrado espaço para florescer. Infelizmente o que tem se sobressaltado são os forrós mais baixaria que a gente tem visto. A ditadura das massas e das gravadoras mostrando mais uma vez a sua cara. Conversamos também com um amigo de Janaina, professor da universidade de moda daqui (ele dá aula e trabalha com figurinos de cinema) trocamos algumas dicas de filmes. Um deles, dolls, eu vou certamente assistir com um novo olhar para o trabalho de figurinos.
A certa altura fizemos uma sessão de fotos, momento garota do fantástico (só quem é da minha idade lembra dessa). Assim que descolar um jeito de copiar dos cartões de memória para o micro eu coloco elas no ar.
Em seguida, ao entardecer, seguimos para um bar chamado Jacaré, que fica na beira de um rio. Lá eu presenciei um ritual que ocorre todos os dias, uma despedida do sol ao som do bolero de Ravel, tocado por um saxofonista. Uma cena muito bonita, um dos mais belos momentos de minha estadia aqui. Tirei algumas fotos mas mais importante, inspirei-me bastante naqueles momentos.
Ainda tivemos pique para ir dali a um bar vizinho, o Golfinho, onde uma banda tocava em violino, bateria, sax, baixo e guitarra sons de "I Will survive" e Tim Maia a aquelas musicas que a gente vê nos filmes caipiras americanos (Olhe pra ele, olhe pra ela, peque seus pares e sebo nas canelas!!) então saimos dançando meio alucinados, tomados pela euforia do momento, para espanto de algumas pessoas das mesas em volta (risos)... Chegamos causando ali também. Depois curtimos um pouco de forró mas, misteriosamente, eu fiquei timido pra dançar... Misteriosamente nada, é que tinham uns casais tão bonitos dançando tão bem que eu não quis atrapalhar com o meus passos dois-prá-lá-dois-pra-cá de paulista.
Voltamos pra casa até que cedo (por volta das 10 da noite) e fomos dormir, exaustos e felizes. Do jeito que estou sendo bem tratado, vou virar frequentador destas paragens.
Um fato importante que acabei não comentando sobre o sábado. Ainda estava num clima de preguiça à tarde depois de enrolar brigadeiros quando Caio, depois de muita insistência, me levou para a praia para um mergulho. A melhor coisa que fiz... Um mergulho naquele mar limpo e quente do fim da tarde me despertou, levou embora o cansaço, me revigorou. Ficamos conversando, eu respondendo às perguntas dele sobre São Paulo, sobre o meu trabalho... Me sinto provocando ele para conhecer a cidade dos doidos. Mas ele curtiu saber mais de outros lugares, acho que ganhando novas perspectivas.
Desiderata Do Latim 'desideratu': aquilo que se deseja; aspiração - texto encontrado na velha igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692.
Vá placidamente entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio.
Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas.
Fale a sua verdade calma e claramente; e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes; também eles têm a sua história.
Evite pessoas barulhentas e agressivas. Elas são tormento para o espírito.
Se você se comparar a outros, pode tornar-se vaidoso e amargo; porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você.
Desfrute suas conquistas assim como seus planos.
Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde; é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos.
Exercite a cautela nos negócios; porque o mundo é cheio de artifícios.
Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe; muitas pessoas lutam por altos ideais; e por toda parte a vida é cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Principalmente não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor; porque em face de toda aridez e desencantamento ele é perene como a grama.
Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência às coisas da juventude.
Cultive a força do espírito para proteger-se num infortúnio inesperado. Mas não se desgaste com temores imaginários. Muitos medos nascem da fadiga e da solidão.
Acima de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo. Você é filho do universo, não menos que as árvores e as estrelas.
Você tem o direito de estar aqui. E, quer seja claro ou não para você, sem dúvida o universo se desenrola como deveria. Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja sua forma de concebê-lo e seja qual for a sua lida e as suas aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com a sua alma.
Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este é ainda um mundo maravilhoso. Esteja atento. Empenhe-se em ser feliz.
Hoje é aniversário de Caio, o filho de Janaina que completa 12 anos. Flamenguista e malabarista, uma figura bem divertida. Fomos de manhã procurar um player mp4, o presente que ele tinha escolhido. Passamos por algumas lojas, vimos preços de computadores, e descobrimos, depois de uns 4 lugares que o primeiro era o mais barato mesmo. No caminho a gente falava uns papos-cabeça, falando de matrix e do sistema capitalista. O Caio aproveitou para perguntar várias coisas sobre a misteriosa cidade de São Paulo e seus mitos.
Mas antes de voltarmos para comprar, passamos no shopping center daqui. Foi divertido passar no flipperama e ter o momento criança. Dancei naquela máquina Pump. Apesar do meu tamanho eu sou bem rápido e dancei algumas musicas rápidas que já conhecia (teve um tempo onde havia uma máquina destas perto do meu escritório, vez por outra eu dançava nelas, de gravata e tudo, rsrsrsrs). Ainda jogamos nas máquinas de corrida e de pinball antes de almoçar na praça de alimentação.
Depois de comprar o mp4, passamos uma boa parte da tarde enrolando brigadeiros para a festa. Seguindo uma sugestão minha, fizemos brigadeiros de ovomaltine. Ao invés de chocolate, usamos ovomaltine tanto na massa quanto no exterior. O resultado, embora de um aspecto estranho, é muito bom, com um sabor diferente e mais suave. Fez sucesso na festa.
À noite seguimos para a festa, na casa da avó de Caio. Passamos na casa de amigos e reencontrei Margarida, uma colega de caminhadas na chapada muito divertida. O pessoal de João Pessoa é muito acolhedor e afetuoso.
Depois de um tempo de festa, como não podia deixar de ser, me enturmei com as crianças, coordenando as brincadeiras e propondo algumas competições que aprendi no curso de palhaço. Foi interessante ver as diferenças de atitude nas crianças. Algumas queriam competir comigo, uns se afeiçoaram e ficaram grudados, outros estava timidos e ficavam em um canto, olhando com vontade de participar antes da alegria da brincadeira puxá-los irreversivelmente para a roda. Me disseram na volta pra casa que fiz sucesso como animador de festas infantis. Tanto que me intimaram para uma outra festa na segunda feira. Quem sabe não inicio uma nova profissão por aqui? ;-))
Amanheci em João Pessoa na sexta, mas pouco conheci da cidade. Estava cansado da viagem e me adaptva aos poucos à temperatura e pressão diferentes daqui. Deixando São Paulo em São Paulo e esperando a minha alma chegar. Um descanso que mostrou o quanto eu ainda tinha no corpo o stress das experiências dos ultimos meses.
Conheço um pouco do centro, ao me encontrar para almoçar em um restaurante natural. Mas São Paulo não me deixou: um cliente às vesperas de auditoria me ligou com problemas em um sistema, de modo que foi necessário enviar uma pessoa para tentar corrigir os bugs. Infelizmente sem muito sucesso.
Uma noite tipicamente paulista se seguiu: pizza e papo.
A partida para João Pessoa ocorreu em um dia marcado por um momento triste para mim, ao mesmo tempo um momento de esperança. Não vou comentar por aqui porque é algo muito pessoal.
Mas tudo correu bem. Separei algumas roupas, meu livro do momento, as revistas piaui, trip e vida simples e segui para o escritório onde dei algumas instruções para o pessoal, resolvi algumas coisas e recebi o comunicado que fui multado na ida para Jacareí a umas três semanas atrás. Mas era minha saída de férias, isso não me abala. Aliás em breve vão me pedir uma foto para colocar no detran como cliente preferencial.
Pequei o vôo para João Pessoa com escala no Rio, um atraso moderado de 30 minutos para o embarque. Tolerável pra quem já perdeu 9 horas. O vôo dura coisa de 4 horas, sem maiores transtornos. Um momento mágico foi acordar por volta de meia noite e ver do lado de fora um céu incrivelmente estrelado sobre as nuvens iluminadas pelo luar. É de tocar o coração mesmo. E de espantar que eu estava em um monstrengo de muitas toneladas, viajando a mais de 800km por hora.
Cheguei em João Pessoa onde pego um taxi para a casa de Janaina e Giordinho, meus anfitrioes nesta etapa. O taxista se atrapalha um pouco no caminho, e quando estavamos chegando resolveu contornar uma grande poça d´água... (As ruas daquele são irregulares e as chuvas dos ultimos dias criou umas poças de até 5 metros de comprimento... Olha que chique, eu fiquei hospedado na região dos lagos...) Mas voltando ao taxista, ele contornou a poça e acabou se atolando na areia. Já cheguei causando por aqui.
Depois de algum tempo de aceleração e patinação sem movimento, desci do taxi, no momento em que um rapaz apareceu com uma enxada e uma táboa. Me pergunto: de onde aparece um cara com uma enxada às 2 da madrugada? As hipóteses do fantástico mundo de bob são:
- Era um vigia armado com uma enxada (inagino a cena do ninja da enxada)
- Era um vizinho acostumado a estes atolamentos, que depois de ajudar a desatolar o taxista pediu um dinheirinho de ajuda, e que no dia seguinte com sua mangueira regava alegremente o seu lamaçal de estimação.
Janaina veio me resgatar, de modo que não deu pra saber o desfecho da história.