"Se nossa intenção for modificar quem realmente somos, não teremos sucesso. Se nossa intenção for nos tornar quem essencialmente somos, não poderemos deixar de ser verdadeiros diante dos mais profundos anseios da nossa alma."
Me deparei com esta versão dos Stereophonics de uma musica excepcional do Rod Stewart. A tradução, infelizmente, perde algumas expressões da lingua inglesa que não têm significado pra gente quando traduzidas.
Stereophonics - Handbags And Gladrags
Ever seen a blind man cross the road? trying to make the other side Ever seen a young girl growing old? trying to make herself a bride
So what becomes of you my love When they have finally stripped you of The handbags and the gladrags That your poor old Grandad had to sweat to buy you
Once I was a young man And all I thought I had to do was smile well You are still a young girl And you've bourne everything in style
So once you think you're in you're out 'Cause you don't mean a single thing without The handbags and the gladrags That your poor old Grandad had to sweat to buy you
Sing a song of six-pence for your sake And drink a bottle full of rye Four and twenty blackbirds in a cake And bake 'em all in a pie
They told me you missed school today So what I suggest you just throw them all away The handbags and the gladrags That your poor old Grandad had to sweat to buy you
They told me you missed school today So what I suggest you just throw them all away The handbags and the gladrags That your poor old Grandad had to sweat to buy you
Bolsas e belas roupas
Você já viu um cego atravessar a rua, Tentando chegar ao outro lado? Você já viu uma jovem menina envelhecer, Tentando se tornar uma noiva?
Então o que ocorrerá com você, meu amor, Quando finalmente arrancarem Suas bolsas e belas roupas Que seu pobre e velho avô teve de suar para comprar para você?
Uma vez fui um jovem homem E achei que tudo o que tinha que fazer era sorrir Bem, você ainda é uma jovem menina E você comprou tudo com estilo
E quando você pensa que está dentro, está fora Porque você não é nada sem As bolsas e belas roupas Que seu pobre e velho avô teve de suar para comprar para você
Cante uma canção barata para seu bem E beba uma garrafa cheia de uísque de centeio coloque melros em um bolo E asse-os todos em uma torta
Me disseram que você não foi à escola hoje Então o que eu sugiro é que você jogue fora todas As bolsas e belas roupas Que seu pobre e velho avô teve de suar para comprar para você
Me disseram que você não foi à escola hoje Então o que eu sugiro é que você jogue fora todas As bolsas e belas roupas Que seu pobre e velho avô teve de suar para comprar para você
Coisa estranha, impressionante... assustadora até. Mas com final feliz.
Nas últimas semanas eu vinha experimentando uma depressão sem motivo, mais exatamente um... desânimo. Se ânimo vem de alma, então desanimado é estar sem alma.... e é isso que eu passava.
Periodo estranho, sem energia. Vivendo feliz mas com uma sensação que a vida estava um pouco opaca, sem razão. Tudo certo financeiramente, afetivamente, fisicamente... mas ainda assim um vazio. E diferente de outros momentos em que me recolher era o suficiente para compreender o que se passa ou sentir o que tinha para ser sentido, esse movimento não passava.
E eis que a coisa mais impressionante acontece. Recebo uma visita que literalmente me trouxe de volta o pedaço da minha alma que faltava.
Eu não compreendo direito, nem sei ao certo se é possivel acreditar nisso totalmente com a razão, mas como vivi histórias telepáticas, conexões arquetípicas, experiências misticas para as quais não existem palavras, eu silencio a mente e apenas aceito o que é.
Há pouco mais de um mês atrás eu estive no encontro nordestino de biodanza, que vivência após vivência veio me trazendo para o eixo, renovando a minha paz. E ali, em uma vivência de transcendência profunda eu abri o coração e a alma, lavado por uma luz intensa que levou embora minhas dores e tristezas. Mas parece que levou também a minha capacidade de sentir completamente as alegrias e enfrentar com garra os desafios.
E neste fim de semana recebo uma visita, uma pessoa que conheci no encontro, com quem passo horas conversando, ouvindo e contando as minhas histórias. Lançando um novo olhar para as antigas histórias a medida que falava, aprendendo com o que ouvia. Aqueles encontros mágicos que parecem ser um reencontro de velhos amigos, de pessoas que passaram muito tempo juntos. Conversamos por horas e em um determinado ponto, contei um episódio especifico, anterior ao encontro nordestino. Algo que não compartilho com as pessoas, mas que me veio como uma necessidade de falar.
Foi neste momento que esta pessoa me olhou com olhos marejados e me disse que finalmente entendera a razão estar ali. Ela recebera algo intenso de mim naquela vivência, algo que ficou reverberando internamente nela, que criou um impulso de entrar em contato comigo, que nos levou a longas e brilhantes conversas e no fim das contas a trouxe de Goias para cá.
Uma lição como nenhuma outra: a responsabilidade que devemos ter com a gente mesmo, com o nosso coração. Com quem a gente se vincula, o quanto é preciso se proteger e caminhar devagar, sobretudo quando se está em uma vibração ou em um momento de vida em que há esta abertura para dimensões além do visivel e material. Se por um lado permite receber intuições, ouvir e passar conselhos de amigos do outro lado, os sussurros do meu anjo de guarda ao meu ouvido, por outro cria novos riscos.
E um presente, saber que qualquer parte da nossa essência permanece conectada mesmo à distância, através do tempo e do espaço. Que segue chamando por nós e criando as condições para serem reintegradas. Um presente receber de volta parte de mim, sentir novamente aquele vigor, aquela sensação de "Estou apenas começando", que apesar de uma idade cronológica maior, ainda tenho a alegria, o amor e o vigor os meus 20 anos, com mais sabedoria e equilibrio.
Fica aqui a gratidão ao anjo que trouxe de volta meu coração.
Rich Blackmore é um musico excepcional. O guitarrista do maravilhoso Deep Purple, criou depois uma banda chamanda Rainbow, também de heavy metal onde o Dio foi vocalista por um tempo.
Há alguns anos ele se renovou, criando a banda Blackmore´s Night. Sai o metal, entram canções mais doces, com influência celta e medieval. Ficam os solos de guitarra e a rica exploração dos instrumentos de corta. E melhor de tudo: surge Candice Night, uma pessoa linda por dentro e por fora, com uma imensa presença de palco, uma voz maravilhosa, movimentos de quem está mais perto das fadas que dos homens.
Se tem uma coisa que mexe muito comigo é musica. Mas não é qualquer coisa. Eu até ouço de tudo, e nisso me surpreendo achando coisas interessantes em lugares improvaveis. Mas tem coisas que realmente me provocam de um jeito que eu levanto aqui do computador e fico dançando, ou me enchem os zóio dágua.
Hoje, nas minhas costumeiras garimpagens internéticas eu decidi zapear a procura do Rick Wakeman. É um cara e tanto, um super compositor e músico: tecladista do Yes, uma das maiores e mais inspiradas bandas de rock progressivo de todos os tempos.
A carreira dele teve altos e baixos: começou com tudo, com albuns maravilhosos na decada de 70. Depois começou a produzir uns albuns fraquinhos, muito "plásticos" na década de 80 (com exceções como 1984 - inspirado no livro de George Orwell - livro aliás que todas as pessoas deveriam ler, junto com Admirável Mundo Novo - de Aldous Huxley).
Bom, o cara é uma máquina de produzir albuns. Sua discografia tem mais de 90 albuns (eu perdi a conta na página) nestes 36 anos de trabalho.
Bão, deixando o momento fã babão de lado, eu ia passeando pela web quando me deparei com um botleg, uma gravação pirata de um show de 2001 "A Unique Journey". Uma apresentação ao vivo do album "Return to the Centre of the Earth" em Quebev, no Canadá.
Uma viagem. A narração pra começar (parte do album é narrada, contando a história da jornada ao centro da terra) é em francês. E aquele som maravilhoso, teclado progressivo, banda de rock, orquestra e coral mesmo a gravação pirata está muito boa. Ele toca no concerto com seu filho adam wakeman, que não faz feio.
Resultado: momentos que dancei, que me emocionei. Já ouvi três vezes hoje e esse lance todo me motivou a fazer um mergulho atrás de som progressivo. Portanto, aguardem várias novidades, que quando eu entro nesses movimentos apaixonado-compulsivos, muita coisa acontece!
Ah, Se tudo isso que escrevi te deixou curioso ou curiosa, clique neste link para baixar o album, em duas partes.
Hoje viajei para campinas de onibus. No trajeto coloquei algumas leituras em dia. São três os livros da vez, um sobre venda de software, outro de crônicas e finalmente o livro, digamos, principal, que estou lendo e refletindo, pouco a pouco, "O chamado".
O capitulo que li tratava de aceitação. Bem apropriado neste momento, onde me deparo com as minhas limitações principalmente na empresa, que hoje tem uma vida e um ritmo próprio, independente da minha vontade. E oriah, de forma sutil mostra a sutil diferença entre o "let it go" e o "let it be". Deixar ir é como uma ação, um movimento, um esforço para abrir mão e permitir que as coisas sigam seus caminhos. Deixar ser, deixar estar é um não-fazer, é uma aceitação das coisas como são.
A autora conta ser abordada sobre várias questões diferentes, onde perguntam sobre posicionamento sobre assuntos desde a guerra até atitudes em casa "o que devo fazer?" é a pergunta mais frequente. Em todas ela responde algo como "Não sei, mas podemos nos sentar juntos em silencio e permitir que desta profunda paz surja a resposta".
When I find myself in times of trouble, mother Mary comes to me, speaking words of wisdom, let it be. And in my hour of darkness she is standing right in front of me, speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be, let it be, let it be. Whisper words of wisdom, let it be.
And when the broken hearted people living in the world agree, there will be an answer, let it be. For though they may be parted there is still a chance that they will see, there will be an answer. let it be.
Let it be, let it be, .....
And when the night is cloudy, there is still a light, that shines on me, shine until tomorrow, let it be. I wake up to the sound of music, mother Mary comes to me, speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be, .....
Deixa Estar
Quando eu me encontro em tempos difíceis Mãe Mary vem pra mim Falando palavras de sabedoria... deixa estar. e nas minhas horas de escuridão Ela está em pé bem na minha frente Falando palavras de sabedoria... deixa estar.
Deixa estar, deixa estar. Sussurrando palavras de sabedoria, deixa estar.
E quando as pessoas de coração partido Morando no mundo concordarem, Haverá uma resposta, deixa estar. Pois embora possam estar separados há Ainda uma chance de que eles vejam Haverá uma resposta, deixa estar.
Deixa estar, deixa estar, Haverá uma resposta, deixa estar.
E quando a noite está nublada, Há ainda uma luz que brilha em mim, Brilhe até amanhã, deixa estar. Eu acordo ao som da música Mãe Mary vem para mim Falando palavras de sabedoria, deixa estar.
Deixa estar, deixa estar. Haverá uma resposta, deixa estar. Deixa estar, deixa estar. Sussurrando palavras de sabedoria, deixa estar
O meu amigo binho, no seu boteco "B-Binho" promove um sarau lá no campo limpo, semeando cultura no campo limpo. Abaixo o video do programa entre linhas da TV cultura.
Pronto. Mais uma transformação. Lá vou eu de novo.
A minha nova onda é a ir blogando mais numa onda profissional, mesmo os posts filosóficos. A vida pessoal vai bem, em um momento de calmaria que quero preservar. O mesmo acontece com a vida familiar e afetiva. E exatamente esta calmaria que eu quero preservar.
Então aqui vão aparecer mais posts musicais, tecnológicos, profissionais e filosóficos. A parte mais, hum, interna eu compartilho ao vivo, no modo offline.
Meu blog mudou de visual depois do ataque dos sapos, que comento depois aqui mesmo. Por hora quero só dizer que ele deve mudar de cara e de conteudo, refletindo o meu momento de foco no trabalho.
Sai a praia entra o visual de tecnologia.
Mudança de valores? Não exatamente, só um outro aspecto da minha personalidade que vai ser reforçado nestes próximos tempos. Depois vem o espiritual, a praia, ou qualquer que seja a direção que o vento soprar.
Tou dormindo o sono dos justos quando o telefone me acorda. Vou lá, me arrastando quenem zumbi de filme de terror até pegar o telefone.
- Chamada a cobrar, para aceitá-la continue na linha após a identificação - Alo? - Ai... pai... ai... pai... entraram aqui em casa...
Eu lá com sono, acho estranho a minha mãe me chamar de pai, mas respondo, já resmungando por conta da fragilidade da segurança lá de casa.
- Hã? O que? Levaram alguma coisa? Se acalma, quer que eu vá praí? - Eles estão aqui, estão armados.
Ai eu pensei, chi... que merda, mais uma pra resolver (misteriosamente eu fico super calmo em situações como assaltos, acidentes, ataques de cachorro... como disse uma vez Andrew Cox, um americano que conheci "It´s a good guy to be around in a crisis" (é um cara bom de se ter por perto em uma crise).
Muda a pessoa ao telefone.
- Alô, se acalme. Nós estamos aqui por motivo de fuga, você tem um celular, por medida de segurança?
Meus cérebro ainda estava dando boot, mas 50% dos meus neurônios já estavam organizados. O celular seria uma forma interessante de verificar se era um trote. Caprichei na voz de sono:
- Há, eu meu celular tá sem bateria. O que que vocês querem? - Essa pessoa é o que sua? - É minha mãe. - Então, nós estamos aqui por motivo de fuga, precisamos de 10.000 reais.
Começo a discar no celular o numero de casa.
- Eu não tenho 10 mil aqui comigo, aliás não tenho nada aqui em dinheiro. - Quanto você poderia dispor abaixo de 10 mil?
O telefone de casa toca. O cerebro a 75%. Eu fico corajoso.
- Mas pera aí, como está a minha mãe? - Aqui quem faz as perguntas sou eu, obedece senão eu queimo a cara dela.
O telefone em casa atende. Vivi com voz de sono. Falo pra ela:
- Vivi, tá tudo bem aí? - Hã? Tudo. - É que eu tou recebendo um trote aqui, dizendo que estão com a mãe. A mãe tá aí? - Tá, tá tudo bem. - Ok, foi um trote apenas. Tchau.
Volto para o telefone, o cerebro a 100%, sem disposição para dar corda aos bandidos:
- Poizé, cara, acabei de falar com a minha mãe. Não deu certo desta vez. - Ah, não deu certo... - Poizé, não deu, tchau.
Desliguei, sentei no sofá, calmo e desperto. Fui vendo as falhas.
Não precisariam ligar a cobrar da casa de meus pais
Não me perguntariam do celular, que a minha mãe tem
Saberiam que eu era o filho dela, e mencionariam o nome dela entre outras coisas
Minha mãe não me chama de pai, e sim de filho
E no fim fico pensando que, com um pouco mais de cérebro, um curso de teatro e acesso ao orkut esse pessoal poderia fazer um estrago muito maior, usando os tais principios da engenharia social.
É pra ficar esperto mesmo. O mundo fica cada dia mais complexo.