"Se nossa intenção for modificar quem realmente somos, não teremos sucesso. Se nossa intenção for nos tornar quem essencialmente somos, não poderemos deixar de ser verdadeiros diante dos mais profundos anseios da nossa alma."
Contei meus anos e descobri que provavelmente terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras ele chupou displicentemente, mas, ao perceber que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou coisa e tal.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos".
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana: que sabe rir de seus tropeços; que não se encanta só com triunfos; que não se considera eleita antes da hora; que não foge de sua mortalidade; que defende a dignidade dos marginalizados; que deseja tão somente andar ao lado de Deus. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade e desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena - basta o essencial !
Liberdade sempre foi um tema de conversas e reflexões pra mim. Mas por algumas razões o tema veio com força estes dias.
Sempre me movi em direção à liberdade, construindo minha autonomia financeira com a empresa e pessoal a partir das minhas escolhas.
Como consequencia de todo este movimento, alcancei uma primeira liberdade. A possibilidade de ir e vir pra onde quiser, morar só, me libertar do conceito de pecado, do medo do inferno, me relacionar com tribos diferentes.
Posso ficar trabalhando em casa em uma manhã de segunda, encerrar o expediente às duas da tarde ou ir tomar um chocolate quente às três da madrugada. Assistir nu a um filme na sala de casa.
Essa primeira liberdade, de trabalho, de crença, de movimento, emoção e de pensamento é fundamental pra se reconhecer quem a gente é. É dessa liberdade que fala a vida simples deste mês que passou. Liberdade de ir para qualquer direção, de aprender o que quiser. O processo que consiste em descobrir o que nos amarra e cortar estas cordas.
Liberdade... a maior de todas as prisões.
Porque? Se a gente pensar um pouco, é fácil ver que podemos ficar viciados em liberdade, ou amarrados a ela. Cortamos as raizes, nos tornamos seres alados, alheios à terra.
Mas o quanto é real uma liberdade que não nos permite escolher os laços ou compromissos? Se eu não posso escolher fazer um curso à noite para não perder a liberdade, o quanto sou realmente livre? Ter todos os amigos do mundo não seria exatamente não ter nenhum amigo de verdade?
O que me chamou para este raciocínio foi a reportagem "Obama, o conciliador" da revista Piauí. Barack Obama, candidato a candidato a presidente dos EUA vem de uma familia onde o pai e a mãe tiveram movimentos diferentes de deixar as cidadezinhas do interior americando seguindo em direção à liberdade oferecida pelas grandes cidades, indo parar no Hawaii. Os pais de obama se casaram (cada qual teve casamentos anteriores) e se separaram, deixando apenas filhos perplexos.
Obama fez um caminho inverso: voltou para o continente, se estabeleceu na cidade, casou-se com uma mulher de uma familia integrada à comunidade local, tornou-se pastor.
E na reportagem: algumas provocações:
"Quanto todo mundo é da família, ninguém é da familia".
É isso, precisamos nos diferenciar. Soltos na cidade, quem somos nós? Qual é a nossa identidade perdidos no mar de gente? Precisamos construir a nossa rede, escolher os amigos, escolher as raizes e viver as tradições negras.
"O universalismo é uma ilusão. A liberdade, no final das contas, não passa de uma forma de abandono. Você pode começar largando a religião, depois os pais, a sua cidade, o seu povo e o seu modo de vida. Mais tarde, quando você acaba largando a mulher ou o marido e os filhos, isso vem a lhe parecer o resultado de uma progressão natural"
Talvez seja esta a minha jornada do herói, talvez seja essa uma liberdade mais verdadeira: sair pelo mundo, deixar para trás toda a vida que era programada para mim e escolher voluntariamente, conscientemente e com convicção cada pedacinho do caminho que eu quero.
Fui à igreja com meus pais na quinta passada, comemorar uma grande vitória do meu pai-herói. Me emocionei, me fez bem. Dar as mãos por um momento com uma egrégora, com um grupo que nunca reconheci totalmente como meu e que desta vez fez mais sentido. Cantar e bater palmas ao lado da minha irmã, mãe e sobrinha, cantar palavras de alegria e fé com a familia teve um significado além das palavras.
Ai está, entre uma ilusão de liberdade absoluta e cega e um aprisionamento igualmente cego, existe uma liberdade verdadeira, conduzida pela luz da consciência, algo pessoal que cabe a quem quiser vivê-la o esforço para descobrí-la.
Talvez esta seja mais uma das minhas voltas em torno do óbvio, mas colocar estes pensamentos aqui sempre me ajudam a elucidar as minhas questões.
No começo deste ano eu decidi que aprenderia a fazer edição de filmes.
Ao invés de fazer como um ser normal e pegar algum easy video editor tabajara, já fui de cara descolando um AdobeAfterEffects e não contente com isso, uns pacotes de animações, vinhetas, cursos, efeitos de som e efeitos especiais.
Assinei um site de videos de treinamento e comecei a estudar.
Como é comum nessa vida com tempo limitado, chegou um momento que o trabalho apertou e não deu tempo para seguir no estudo.
Aí o tempo passou e eu pensei (eu sempre penso depois, sou meio lerdo pra essas coisas, rsrsrsrs) "que diabos eu quero com isso?". E foi aí que caiu a ficha:
Eu quero a experiência. Saber e experimentar como é editar uma cena, treinar o olhar e a habilidade para aplicar alguns efeitos especiais. Ou saber como é saltar de paraquedas, voar de asa delta, estar na cabine de pilotagem de um avião. Mas não quero ser um piloto.
A ficha caiu quando vi estes videos, de adolescentes que tiveram tempo e paciencia para criar dois vídeos de lutas Jedi e aquele anterior de stop motion. Fiquei pensando o tempo e dedicação para montar um video desses. Eu não tenho este tempo de desenvolver, muito menos de treinar o suficiente para fazer esta edição.
E mesmo que fizesse algo assim. A proxima pergunta é: E daí? Vou virar um astro do youtube? Trabalhar na TV? Me candidatar ao BBB? Acho que não. Tou a fim só do barato do video, que pode ser algo bem tosco, valendo a experiência em si.
Eu levei alguns anos pra perceber que biodanza pra mim é uma prática de crescimento e não uma profissão. E alguns meses para sacar que não vou mudar de profissão para edição de video ou piloto de fórmula 1 ou arqueólogo, mas que vou seguir procurando experiencias, não porque seja o sentido da vida ou algo tão épico, mas simplesmente (dãã) porque eu gosto.
Em tempo, o video acima levou 9 meses do conceito ao lançamento: uma semana de filmagens em uma fábrica na Georgia e seis meses de edição para colocar os lightsabers, os efeitos da parede. Dorkman (o de óculos) estava desempregado, de modo que pôde colocar muito tempo no projeto.
Filme de arte tem dessas... a gente (minha forma de dizer EU desfarçadamente) nem sempre entende o filme. Acostumado a narrativas quase dissertativas, com começo, meio e fim, eu às vezes me pego procurando uma linha da meada onde não há (bom, pode ser que eu também não perceba a óbvia linha da meada).
Isto foi o que aconteceu ao assistir ontem "Estamos bem mesmo sem você", filme de estréia do diretor Kim Rossi Stuart. O filme é competente em revelar o irracional nas pessoas, do pai super agressivo à mãe que foge de casa para viver outros romances.
O filme mostra estas e outras situações de familia. É fácil me identificar em várias das cenas, rememorando situações que vivi, do bilhetinho para a garota interessante no colégio.
Embora deixe um certo amargo, é um filme conduzido com competência (bem, dentro da minha limitada capacidade de percepção) que vale a pena conferir.
Filmes muito bem feitos. Eu já fiz uma experiência de filmar com stop motion no Anima mundi. O povo deve ter levado nada nada uma semana filmando cada um.
O fim de semana começou na quinta, quando fui ao teatro assistir "Herótica: Cartilha Feminina para Homens Machos". A peça apresenta três mulheres em idades diferentes falando aos homens sobre a sexualidade feminina. A peça é muito ruim. Desfilam, ora em verso, ora em prosa, piadas fracas - algumas tiradas das correntes da internet - e muitas grosserias e palavrões para compensar (?) a falta de talento e sobretudo de direção. Colocam algumas imagens projetadas em um telão (que estava fora de foco) em uma tentativa, sei lá, de teatro multimidia com cantos fora do ritmo. Péssimo, preferia ter ido dormir mais cedo.
Sexta fui pra casa mais cedo, onde comecei a assistir "Daniel in the real world". Filme que começou bem, apesar do cansaço ter me vencido. Escrevo a respeito mais tarde se não for a uma aula de bio.
Sábado foi dia de dançar. Uma amiga de João Pessoa veio para São Paulo, participar de um evento e ficou hospedada na Paulista. Juntei uma galerinha e fomos para o Grazie a Dio, ouvir a banda "Black Rio". Som de primeira, como é de costume na casa. Apesar do pouco espaço para dança fiquei dançando praticamente direto até as 3 da manhã ao som de soul, funk e groove. Programa que vale repetir. O detalhe é que a minha amiga doida ainda quis dançar mais e as 3 da manhã entramos no conexión caribe ali do lado. Mas a casa já estava no fim de noite. Dançamos um pouquinho e fomos embora. O legal é que peguei duas entradas vips e algumas com desconto.
Domingo eu fui novamente ao teatro, assistir desta vez o Don Juan, do teatro Ágora. Agora sim, o meu desejo desejo de assistir a um bom espetáculo ficou satisfeito. O texto do Molière foi adaptado de forma brilhante pelo Celso Frateschi e muito bem dirigida pelo Roberto Lage. Eu não sou muito técnico para assistir teatro, mas sei quando uma peça tem direção competente, pois o ritmo da peça fica fluido. A dupla Jairo Mattos e Angelo Brandini, como Don Juan e Sganarello tem um quê de clown, branco e augusto, gordo e magro, com um timing excelente, dando vida com muita competência ao texto. Vale conferir! Eu penso em ir de novo com alguns amigos, porque peça como esta vale a pena assistir uma segunda vez, olhando para os detalhes que estão ali bem cuidados.
E não dá pra não mencionar a vitória do Palmeiras sobre o Corinthians, que é sempre motivo de alegria.
Pois bem, eu não conhecia esse parque e sinceramente não acreditei no que vi! Tudo bem que chinês tem mania de falsificar tudo, mas um parque de diversões é demais, e não é qualquer parque não, é solamente la Disney!
O parque chamado de Beijing Shijingshan Amusement Park está localizado em Beijing, na China e conta com quase todos personagens da Disney e alguns personagens japoneses! Entretanto o parque não diz infringir nenhum direito autoral porque seus personagens possuem nomes diferentes dos personagens da Disney. Mesmo assim o negócio é tão descarado que o Slogn do Parque ainda é “Disneyland is too far away. Please come Beijing shijingshan Amusement Park” (Disneylandia está muito longe, por favor, venha para Beijing #$%#@% parque)
O parque está em operação desde setembro de 1986 e atualmente é mantido pelo governo!