"Se nossa intenção for modificar quem realmente somos, não teremos sucesso. Se nossa intenção for nos tornar quem essencialmente somos, não poderemos deixar de ser verdadeiros diante dos mais profundos anseios da nossa alma."
Bom poder ir ao cinema e assistir algo criativo e não-hollywoodiano de vez em quando.
Este filme foi uma boa surpresa, por não ter os ingredientes tão comuns dos filmes a que estou acostumado.
Com a estúpida tradução de "Um beijo roubado" (mas também, vai traduzir "My blueberry night"...) este filme é uma produção da frança e da china dirigido por Wong Kar Wai. Nos créditos dá pra ver que a parte técnica (cameras, etc) também é tocada pelos camaradas de olho puxado da terra do sol nascente.
Surpreende o elenco, ter a Natalie Portman, o Jude Law e como atriz principal ninguem menos que Norah Jones, que estréia no cinema e empresta sua voz também a várias canções da trilha sonora.
Uma daquelas histórias contadas com calma, com tempo, com imagens sensiveis, com momentos longos de silêncio. Coisas que geralmente só os orientais mesmo pra nos proporcionar.
Uma jovem mulher sai em uma jornada através dos EUA, em busca de si mesma e da solução de seus problemas amorosos, e encontra pelo caminho uma série de personagens. Não tem como não nos vermos em muitos dos momentos retratados por esta peça.
"Cause I have lost loved ones in my life, Who never knew how much I loved them Now I live with the regret That my true feelings for them Never were revealed So I made a promise to myself To say each day how much they mean to me And avoid that circumstance Where there's no second chance To tell them how I feel"
There is a pleasure in the pathless woods, There is a rapture on the lonely shore, There is society, where none intrudes, By the deep Sea, and music in its roar: I love not Man the less, but Nature more, From these our interviews, in which I steal From all I may be, or have been before, To mingle with the Universe, and feel What I can ne'er express, yet cannot all conceal.
Lord Byron (1759-1824) English poet
Há nas matas cerradas um prazer Há nas encostas solitárias um arrebatamento, Há sociedade, onde ninguém pode intrometer, Pelo mar profundo, e música em seu lamento: Eu não amo menos ao Homem, mas à Natureza mais, Dessas nossas entrevistas, nas quais capturo De tudo que eu possa ser, ou tenha sido tempos atrás, Para me misturar ao Universo, e sentir puro O que nunca posso expressar, ainda que não possa esconder