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Reflexões em campinas

Sábado, 30 de Agosto de 2008

Passei uma semana em Campinas, onde iniciei um projeto novo com a Honda Trading. Revisitando e tirando as teias de aranha dos conhecimentos em comércio exterior, assunto é dificil de transformar em software.

Várias experiências: trabalhar com horário regradinho para entrar, sair, almoçar e tomar café. Acompanhar o processo de uma montadora que solta mais de 100 carros por dia, exemplo de organização e disciplina. Ver um novo sistema nascendo com a promessa de ajudar muita gente a trabalhar com mais tranquilidade e qualidade. Olhar uma cidade que ainda me é estranha pelo vidro do quarto de hotel e me perguntar da vida, das histórias e dos sonhos da cidade adormecida. Conviver e conhecer melhor o colega que está dividindo o projeto comigo, entusiasmado pela experiência completamente nova e gratificante de trabalhar com o que gosta, colocar em pratica seu conhecimento, sendo parte de algo maior.

Várias reflexões, que surgem sempre que estou em situações diferentes. Por isso que cultivo as transfomações. Melhor ser a metamorfose ambulante do que ter a velha opinião formada sobre tudo. Sábias palavras.

Me perguntei se não seria eu livre demais. O cúmulo da segurança é a prisão, o cúmulo da estabilidade é a morte. O que seria o cúmulo da liberdade? A loucura?

O tempo vai passando e eu vou me percebendo mais maduro. Ainda um adolescente, ainda uma criança. Mas agora sentindo uma brisa diferente. Não mais os vendavais de paixões enlouquecedoras (e estupidificantes) ou aqueles ventos de transformação que me convidam a levantar as velas e mudar de lugar, mas um sopro morno e suave que convida a criar raizes, a desacelerar porque estou chegando em casa.

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Autor: Gilberto Mendes » Comentários:

Uma poesia...

Uma poesia que encontrei na internet, simples e bela, como a vida deve ser.

Vi minha estrela maior renascer
Vi minha vida mais colorida
Cheia de encanto e mais prazer

Vi quando o mar se abriu
Deixando passar todo meu sentimento
Até na chuva e no vendo
Vi a luz na poesia

Minha alegria voltou
Brilhando no alvorecer
Quando deixei de esperar

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Autor: Gilberto Mendes » Comentários:

Dia de consumo

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Brinquedos e cositas novas. Sessão de comproterapia.

Comprei um tablet pc. Fazia tempo que eu queria um note bem portatil com tela sensivel a toque. Leve, pequeno, bem interessante. Ferramenta importante pra chegar nos novos clientes e impressionar. Além disso eu volto a ter um computador único, que me acompanha de casa pro trabalho e vice versa.

No shopping comprei duas camisas e uma calça nova, fui ao salão de beleza, fiz mão, pé, unha e cabelo. Comprei uma carteira nova e uma mala para o notebook.

E ao final da síncope consumista, comprei uma TV LCD. Assim eu fecho a conta e tenho uma central de cinema, game e de trabalho.

Só não me pergunte quanto ficou tudo isso, que eu tou ainda no efeito anestésico da compra, rsrsrsrs.

E pro fim do ano já estão compradas as passagens para Buenos Aires.

Enfim, presentes pra compensar o tanto que ando trabalhando.

Autor: Gilberto Mendes » Comentários:

Detalhe do Pão de Açucar...

O site não faz entregas em ilhas.

Que chato, quando comprar a minha vou ter de pegar a lancha pra fazer a compra do mes...

Tsk, tsk...

Autor: Gilberto Mendes » Comentários:

Digitalizarm o mercado.

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Eu já tinha pensado nisso faz um tempo, mas só agora que aderi à idéia de fazer as compras do supermercado via internet.

Aposentei de vez o carro, num misto de não aguentar mais tomar multas, não curtir engarrafamentos e atitude ecológica. Estou gastando bem menos, até porque eu caminho 10 minutos até o metro e levo outros 10 pra chegar ao escritório.

Fantástico, vc vai clicando, escolhendo os cacarecos, revisa a lista e programa a data e horário de entrega. Eu que gastava cerca de 1,5 hora no mercado, resolvi tudo em 25 minutos e agora com uma lista base pronta posso fazer a compra do mês em 10 minutos.

Viva! Uma coisa chata a menos na vida.

Autor: Gilberto Mendes » Comentários:

Sobre os blogs, o tempo, a saúde, a idade.

Eu tenho escrito pouco sobre mim neste espaço. Minhas reflexões continuam acontecendo, mas num ritmo mais lento, um tanto sufocadas pela sucessão de acontecimentos. Às vezes digo correndo uma parte do que anda acontecendo comigo, mais o externo.

Isto porque procuro escrever algo ao mesmo tempo visceral e bem escrito. Algo que faça sentido pra mim e para quem lê. Um pouco mais de qualidade que quantidade, algo que venha dos sentimentos, mas sem exageros e superlativos adolescentes.

Andei doente estes ultimos 15 dias. Uma combinação da cidade correria que me oprime, do ar seco e poluido e de questões importantes que não dependem totalmente de mim. Grandes projetos sendo iniciados. Tudo muito mental pro meu gosto.

Estou zen neste momento, ispirado por algumas daquelas pessoas que com poucas palavras e olhares conseguem aconchegar o nosso coração e mostrar que está tudo bem, está tudo certo.

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Autor: Gilberto Mendes » Comentários:

Vitor Hugo - Texto escrito ao filho recém nascido

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Com o máximo de urgência,
Desejo que você descubra,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente a diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

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Alforria

Domingo, 10 de Agosto de 2008

Vasco José Monteiro
Lamarquiana Monteiro


Pra te proteger te pus correntes,
me armei assim, como as serpentes.
Tolhi teu destino, apaguei teus sonhos
só pra poder ter-te junto a mim.

Agi como se fosse um menino,
fazendo teu corpo meu brinquedo,
te ofereci ao deus do medo,
te sacrifiquei tão cedo
quanto me apaixonei.

Aparei-te, enfim, todas as arestas,
te seguia pelas frestas,
como se fosses fugir

E me debruçava na janela
contemplando-te tão bela
quanto uma orquídea em flor

Nós fomos seguindo minha estrada.
Eu, o teu senhor, tu minha escrava.
Nos delírios cultivando o ócio,
e colhendo um amor fóssil,
sem matiz e sem sabor

Mas foste soltando as amarras,
conquistando nossa liberdade.
E o que eu mais temia, sua alforria,
foi também a nossa redenção.

Hoje bailamos ao vento.
O tempo é um rebento
que acaba de vir à luz.
E tu brotaste rainha,
a musa que me seduz.

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Filtro Solar

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Velho, mas sempre válido:

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Tantric - Love Song.

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008



Som interessante. E uma letra bem inteligente, bem cantada, uma metrica bem encaixada.

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Autor: Gilberto Mendes » Comentários:

Em momentos de turbulência... a paz interna.

Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008



Who can say where the road goes,
Where the day flows, only time.
And who can say if your love grows,
As your hearth chose, only time.

Who can say why your heart sights,
As your live flies, only time.
And who can say why your heart cries
when your love lies, only time.

Who can say when the roads meet,
That love might be ,in your heart.
and who can say when the day sleeps,
and the night keeps all your heart.
Night keeps all your heart.....

Who can say if your love groves,
As your heart chose, only time.
And who can say where the road goes
Where the day flows, only time.

Who knows? Only time
Who knows? Only time

Apenas o tempo

Quem pode dizer onde vai a estrada ?
Para onde vão os dias? Só o tempo.
E quem pode dizer se o seu amor crescerá
conforme seu coração quiser? Só o tempo.

Quem pode dizer porque seu coração suspira
conforme seu coração flutua? Só o tempo.
E quem pode dizer porque seu coração chora
quando seu amor morre? Só o tempo.

Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam
que o amor deve estar em seu coração?

E quem pode dizer quando o dia termina
se a noite guarda todo o seu coração?
se a noite guarda todo o seu coração.

Quem pode dizer se o seu amor crescerá
conforme seu coração quiser? Só o tempo.

E quem pode dizer onde vai a estrada ?
Para onde vão os dias? Só o tempo.

Quem sabe - Só o tempo.
Quem sabe - Só o tempo.

Autor: Gilberto Mendes » Comentários: