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E chegou dezembro...

Domingo, 30 de Novembro de 2008

Este não é um daqueles posts de "como o ano passou voando". Na verdade é um daqueles "o que eu ando fazendo", minha habitual transcrição do que andou acontecendo no periodo desblogado.

Pra variar, muito trabalho. Viagens para Sumaré, um monte de propostas elaboradas, algumas visitas, novos clientes. O trabalho fluindo bem. Cansativo sem ser estressante, já que eu tou trabalhando com o que gosto.

Atualizei o site dos sistemas em access. Lanço agora, à meia noite do dia 1 de dezembro: www.sistemasemaccess.com.br

Este fim de semana, foi bem interessante. Fui jantar numa cantina no sabado, assistir uma opera no theatro são pedro, uma caminhada, bate papo com amigos, finalizando com o filme "Mahabarata" - este meio confuso, contando a história de krishna e arjuna.

Momento de vida simples e boa. Alegria e contentamento, pela constatação que tenho tudo: dos bens que preciso, o trabalho que gosto, os amigos que amo, saude, clareza de pensamento, paciência e certa sabedoria. Uma companheira faria bem, mas acho que é questão de tempo já que o jardim está arrumado.

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Autor: Gilberto Mendes » Comentários:

Manaus - Epilogo

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

O restante da semana em manaus foi mais do mesmo... do hotel para a empresa e de volta. O sistema foi implantado com sucesso (e talvez com alguns bugs, que o Reginaldo ao longo da semana vai cuidar por lá).

Mas na sexta tive uma despedida muito jóia. Conheci alguns lugares novos em Manaus (Eldorado, ponta negra, etc.) onde havia gente interessante. Fui com um colega da empresa e duas moças amigas dele.


Em Eldorado, um bairro de lá, ficamos eu e alguns amigos em uma praça rodeada por bares, cada um com um telão voltado para a praça e - felizmente - som em um volume não tão alto. Conversamos animadamente sobre várias coisas, sobretudo sobre a cidade e as características de cultura de manaus e de Parintins.

De lá seguimos para o bar "Porão do Rock" onde tocava uma banda muito boa, do nivel que se ouve aqui em SP no café PiuPiu e similares. Dancei até as 3 da manhã.

Este ultimo passeio fez um upgrade na minha visão a respeito de manaus. Um lugar que vale a pena visitar e que em janeiro eu visito novamente.

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Manaus - As fotos

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Fotos de sexta:

www.gilbertomendes.com.br/manaus1


Fotos de domingo:

www.gilbertomendes.com.br/manaus2


Pra variar, eu mesmo apareço pouco nas fotos.

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Manaus - Dia 7

Domingão, dormimos até um pouco mais tarde e seguimos para o centro, onde alugamos uma lancha e seguimos de passeio.

Conhecemos o encontro das águas. É impressionante a nitida divisão entre um rio e outro.

Seguimos pelo rio cruzando casas flutuantes. O nivel do rio estava baixo, de modo que várias ilhas se formaram. Basta um pouco de terra ficar exposta e um gramado surge ali.

Cruzamos vários barcos mas é uma baixa estação, e o movimento turistico está reduzido. Pouco depois, duas canoas se aproximam... meninos trazendo bichos exoticos para exibir: dois jacarés pequenos, uma sucuri e uma preguiça.

Peguei a preguiça nas mãos, um bicho dócil e sossegado, unhas impressionates, uma cara que parece sempre estar rindo. Gostei tanto que agora é oficial: o mascote da minha área de programação vai ser uma preguiça... programators preguiçators tabajara é o nosso lema: se alguma tarefa estiver dando muito trabalho, bole um jeito de simplificar e facilitar.

O jacaré com a boca amarrada não oferecia muito perigo. Achei uma pena ver o bicho naquela situação, mas não era o momento mais apropriado de desamarrá-lo.

Peguei a sucuri nas mãos segurando no pescoço (bom, se parar pra pensar, uma cobra é toda um grande pescoço). Ela não estava amarrada e em dado momento abriu o bocão querendo dar uma mordida no Reginaldo. Segurei com mais firmeza por reflexo, mas nos assustamos com a situação. Devolvi a sucuri para os garotos e seguimos viagem, rindo do susto.

Comprei algumas lembrancinhas em um restaurante, visitamos um trecho da reserva onde haviam algumas vitórias regias e dois exemplares impressionantes de samaomeiras, árvores com mais de 200 anos, imensas. Em uma primeira parada cruzamos com um grupo de turistas - a falação e uma atitude de consumo do grupo confirmou a minha escolha de viajar fora de um grupo daqueles - tinha até um rapaz filmando, provavelmente para vender o DVD da aventura amazonica aos turistas.

Na segunda parada, pudemos fazer uma caminhada um pouco maior em silêncio onde eu pude entrar em contato com a floresta, pelo menos o suficiente para sentir um pouco da energia, que não há como descrever com precisão. É como uma brisa fresca sobrando através da gente. Algo que com mais tempo e estado meditativo eu poderia aproveitar melhor. Ficamos um tempo em silêncio à beira do rio junto com uma familia que vendia artesanato naquela trilha, tomando água de coco e percebendo o tempo desacelerando, fluindo calmo com o vento e com a corrente do rio.

Quando voltamos, ainda tive pique de dar uma caminhada. Acabei assistindo um filme, "Busca Implacável" (o titulo original é "Taken"). Lembrou-me de um filme Ronin, onde há muita ação mas pouca história. Apesar da atuação competente do ator principal eu não gostei.

Voltei para o hotel e li um pouco. Estou lendo "Os irmãos Karamázov" de Dostoiévski. Estou no começo, mas gostando do que acompanhei.

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Red Bull CB One

Sábado, 1 de Novembro de 2008

Uma coisa que eu admiro muito é street dance, a evolução do break dos anos 70, projetado a novas alturas.

Andando pelo centro de manaus assisto um trecho de um campeonato de Street, o Red Bull CB One. Impressionante! Comprei dois DVDs piratões mesmo para assistir com calma em casa na TV grandona.

O campeonato é baseado em disputas dois a dois. Entre uma série de disputas e outras, apresentações de técnicas e formatos diferentes. Uma das mais impressionantes é a de Hilty e Bosch:

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Manaus - Dia 6

Amanheci bem, considerando a noite anterior. Fiquei no hotel pela manhã e decidimos eu e Reginaldo sair para explorar a cidade.

Primeiro caminhamos um tanto, passando por um shopping que descobrimos foi o lugar onde tomamos todas na noite anterior. Parecia muito mais distante, agora a gente sabe que pode chegar a pé se acontecer de novo.

Vi que o Jorge Vercilo vai tocar aqui na sexta. Vou comprar um ingresso para o show. Interessante e improvável esse lance, mas até o Nightwish está vindo tocar e Manaus.

Depois de uma hora de caminhada, decidimos ir de onibus para o centro. Depois de ficar em pontos errados e certos por um tempo, e vendo que o tempo escurecia, resolvemos pegar um taxi. O vento era tão forte que vimos um daqueles outdoors de vinil estilo backlight, ser devastado pelo vento e parte do telhado.

Seguimos no taxi observando a ventania e comentando sobre ela, quando ouvimos um barulhão e sons de pneus cantando. Olhamos para trâs a ponto de ver um poste metálico de iluminação que acertou um carro que estava coisa de dois ou três metros atrás de nós. Por menos de um segundo o taxi onde estavamos poderia ter sido acertado. O outro carro foi acertado de raspão, na pouco depois do vidro traseiro, de modo que não houve vitimas, além do susto.

Fomos ao teatro municipal, muito bonito. A visita guiada no entanto custava 10 reais por meia hora, o que me deixou um pouco desanimado. Chovia bastante quando chegamos, de modo que nos abrigamos alguns minutos antes de seguir pelo centro.

Comprei um presente para minhã mãe e duas camisetas e um colar para mim. Depois comprei uma calça e uma camisa de algodão lá de recife, satisfazendo um desejo meu que passou batido quando estive em joão pessoa. Vou chegar na aula de biodanza de quinta vestido a caráter, rsrsrsrs.

Impressionante que não se encontra com facilidade bombons de cupuaçu aqui. Rodamos um monte pelo centro e não achamos uma doceria ou lugar assim.

O centro estava animado, muita gente andando para todo lado, barraquinhas de eletrônicos, brinquedos e pirataria de DVDs, jogos e CDs. As barracas de alimentação oferecem saladas de frutas, o que eu achei bem inusitado. É comum as pessoas tomarem as vitaminas de frutas preparadas nestas barracas sentadas nos bancos da praça, enquanto o normal paulista é comer sancuiches com refrigerante, ou churrasco grego com suco grátis, rsrsrsr.

Visitamos o porto, que fica ali no centro. Outro lugar inusitado, onde a gente em uma rodoviária de barcos. Em uma tela vão aparecendo os barcos que chegam, de onde vêm, coisa e tal, da mesma forma que na rodoviária. Muitas mesas e cadeiras para as pessoas tomarem chop com o visual do rio, que é imenso e deslumbrante.

Reginaldo fez algumas compras e reparamos que as pessoas aqui tem um outro hábito saudável, elas se tocam quando falam. A vendedora o tempo todo tocava no braço do reginaldo, não segurando ou cutucando, apenas encostava suavemente os dedos no braço. Não dá pra não lembrar do começo do filme Crash - no Limite. O filme pode ser assistido uma segunda vez de forma muito diferente apenas pela reflexão sobre esta frase, percebendo o significado de cada situação em que as pessoas se tocam. Termino este capítulo com a referida frase:

“It’s the sense of touch, In a real city you walk. You brush past and people. People bump into you. In L.A. nobody touches tou. We are always behind this metal and glass. I think we miss that touch so much that we crash into each other just so we can feel something.” ( Ë o sentido do toque. Numa cidade de verdade você anda esbarra nas pessoas, elas topam com você. Em Los Angeles, ninguém toca em você. Estamos sempre atrás de metal e vidro. Acho que sentimos muita falta do toque. Damos encontrões uns nos outros para sentirmos alguma coisa).


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Manaus - Dia 5

31 de outubro, dia das bruxas. O dia transcorreu tranquilo, eu seguindo no desenvolvimento do sistema e fazendo alguns ajustes. Comprimeitei minha mãe que fez aniversário, 63 aninhos.

Ao fim do trabalho, segui para o hotel só para deixar os notebooks e seguir para o calçadão, onde o pessoal se reune para paquerar e beber. O Reginaldo se concentrou em paquerar e eu me concentrei em beber...

Geralmente 2 copos de cerveja já são o suficiente para me deixar alegre. Bom, na sexta eu devo ter tomado o equivalente a umas 4 garrafas. Dá pra imaginar que eu estava MUITO ALEGRE.

In vino veritas. Repetimos a tradição de beber e conversar durante algumas horas. Quando eu pensava que iamos voltar para o hotel, fomos para uma choperia, encontrar com outros amigos e dançar. Foi ai, quando precisei fazer coisas complexas como andar e dançar que eu descobri o quanto estava bebado. Tomei agua dai pra frente, umas três garrafas, mas não aliviou a bebedeira (mas me ajudou a não ter ressaca no dia seguinte).

O Reginaldo seguiu no seu instinto caçador, para sufoco de uma morena lá. Eu até esbocei alguma coisa mas a minha figura era engraçada demais para ser atraente. Então fiquei no bate papo com as pessoas do lugar. Até fui convidado para uma festa de aniversário no sábado, mas anotei o telefone errado.

Cheguei no hotel quase 2 da madrugada, cansado, desnorteado e feliz da vida com a inesperada noite de embriaguez e dança.

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Manaus dia 4

Os dias tem sido tranquilos. Trabalho, sair à noite para comer alguma coisa, voltar para o hotel.

Hoje tive dores nas costas e segui para o hotel mais cedo, onde pude descansar um pouco e depois me dedicar ao trabalho de forma mais concentrada.

Criei um recurso muito bacana que devo usar em meus outros projetos: um gerador de slides em powerpoint. O princípio é o seguinte: escolher de uma lista de gráficos pré definidos os que se deseja usar na apresentação e depois pedir para o sistema criar. Em segundos o access abre o powerpoint, aplica o modelo da honda e começa a criar os slides com os gráficos e relatórios em questão. Ficou show de bola.

Conheci o shopping millenium e o amazonas. Conversei bastante com Rodrigo, que supervisiona o projeto, tanto sobre questões de trabalho quanto de questões de religião. Ele é Cristão e conhece bastante da Biblia. Comentou de suas experiências e práticas com bastante entusiasmo e coerência. É bom poder ter uma conversa sobre um tema como este sem cair na armadilha de certo e errado e de conversão.

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Autor: Gilberto Mendes » Comentários: