"Se nossa intenção for modificar quem realmente somos, não teremos sucesso. Se nossa intenção for nos tornar quem essencialmente somos, não poderemos deixar de ser verdadeiros diante dos mais profundos anseios da nossa alma."
Outro excelente filme. Uma produção argentina e espanhola, que mostra um professor universitário em meio à dor da lucidez. No inicio da terceira idade, um casal que nos toca pela cumplicidade e afeto enfrenta dificuldades financeiras em uma argentina em crise.
O filme é marcado pelas reflexões do professor Fernando Robles, registrado em um caderno não revelado, como é o amor dele por sua esposa.
No momento sem condições de escrever muito mais. Acabo de assistir ao filme. Quem assistiu sabe como é o momento.
Take all of your wasted honor Every little past frustration Take all your so called problems Better put 'em in quotations
Say what you need to say (x7) Say what you need to saaaay...
Walking like a one man army Fighting with the shadows in your head Living out the same old moment Knowing you'd be better off instead
If you could only Say what you need to say (x7) Say what you need to saaay...
Have no fear For giving in Have no fear For giving over You better know that in the end It's better to say too much Then never to say what you need to say again
Even if your hands are shaking And your faith is broken Even as the eyes are closing Do it with a heart wide open... wide...
Say what you need to say (x7) Say what you need to Say what you need to Say what you need to say...
Tome toda a sua dignidade desperdiçada Todas as pequenas frustrações passadas Pegue todos os seus assim chamados problemas Melhor colocá-los à venda
Diga o que você precisa dizer...
Caminhando como um homem do exército Lutando contra as sombras em sua mente Vivendo ausente o mesmo antigo momento Sabendo que você poderia estar melhor
Diga o que você precisa dizer...
Não tenha medo de continuar Não tenha medo de desistir Você sabem bem que no fim é melhor dizer demais Que nunca dizer o que você precisa dizer novamente...
Mesmo se suas mãos estiverem tremendo E sua fé se quebrar Mesmo se os olhos estiverem se fechando Faça isso com o coração bem aberto
Holywood não produz exatamente os filmes mais profundos e sensíveis, mas cumpre seu papel muito bem, oferecendo algumas peças de entretenimento fantásticas.
Assisti o homem de ferro e em certos momento me senti empolgado como um adolescente, cinema tem dessas, envolve com a grande tela e o som que parte de todos os lados. Não ia ser nada mal ter uma roupa daquelas.
Hoje vou assistir ao Indiana Jones. Quero conferir no cinema Speed Racer também.
E pra quem tem uma certa idade, a letra do desenho original, da década de XX.
Tony Stark, tira a onda Que é cientista espacial Mas também é Homem de Ferro Elétrico, atômico, genial Dura armadura, Homem de Ferro E lenha pura, Homem de Ferro
Bom poder ir ao cinema e assistir algo criativo e não-hollywoodiano de vez em quando.
Este filme foi uma boa surpresa, por não ter os ingredientes tão comuns dos filmes a que estou acostumado.
Com a estúpida tradução de "Um beijo roubado" (mas também, vai traduzir "My blueberry night"...) este filme é uma produção da frança e da china dirigido por Wong Kar Wai. Nos créditos dá pra ver que a parte técnica (cameras, etc) também é tocada pelos camaradas de olho puxado da terra do sol nascente.
Surpreende o elenco, ter a Natalie Portman, o Jude Law e como atriz principal ninguem menos que Norah Jones, que estréia no cinema e empresta sua voz também a várias canções da trilha sonora.
Uma daquelas histórias contadas com calma, com tempo, com imagens sensiveis, com momentos longos de silêncio. Coisas que geralmente só os orientais mesmo pra nos proporcionar.
Uma jovem mulher sai em uma jornada através dos EUA, em busca de si mesma e da solução de seus problemas amorosos, e encontra pelo caminho uma série de personagens. Não tem como não nos vermos em muitos dos momentos retratados por esta peça.
Filme de arte tem dessas... a gente (minha forma de dizer EU desfarçadamente) nem sempre entende o filme. Acostumado a narrativas quase dissertativas, com começo, meio e fim, eu às vezes me pego procurando uma linha da meada onde não há (bom, pode ser que eu também não perceba a óbvia linha da meada).
Isto foi o que aconteceu ao assistir ontem "Estamos bem mesmo sem você", filme de estréia do diretor Kim Rossi Stuart. O filme é competente em revelar o irracional nas pessoas, do pai super agressivo à mãe que foge de casa para viver outros romances.
O filme mostra estas e outras situações de familia. É fácil me identificar em várias das cenas, rememorando situações que vivi, do bilhetinho para a garota interessante no colégio.
Embora deixe um certo amargo, é um filme conduzido com competência (bem, dentro da minha limitada capacidade de percepção) que vale a pena conferir.
Uma história até simples, mas que esconde (ou revela) questões profundas. Exibe personagens poderosos e ao mesmo tempo tranquilos. Semblantes serenos escondendo intensas emoções e segredos.
François Girard entrou para a lista dos diretores que admiro.
A beleza de certas cenas, acompanhadas por uma musica linda, transmitem uma paz e um estado de sensibilidade sensorial, o toque suave que significa muito mais do que qualquer "pegada". Uma gota d´água sobre os lábios plena de erotismo e energia.
Filme para assistir com uma pessoa querida, e conversar (ou amar) depois.
O roteiro é ingênuo, talvez previsível, mas prende a atenção por conter fotografias lindíssimas do que poderia ser comparado a um verdadeiro Jardim do Éden.
Quando a pequena e amarga Mary Lennox deixa a Índia para morar numa bucólica Inglaterra do século XIX, onde suas únicas companhias se resumem aos serviçais da mansão de seu tio, acaba por ceder à curiosidade, adentrando em zonas proibidas da casa. É a chave para toda a seqüência de fatos que dará vida a esse conto de fadas. Não é, necessariamente, uma história para meninas. Encoberta pela doçura dos atores-mirins que atuam no filme, existe uma mensagem rica, que valoriza virtudes como a amizade, o companheirismo, o respeito à natureza e à família, figuras pouco preservadas nos filmes contemporâneos.
Assista no final de semana, de preferência à tarde, e abrace seus filhos (cachorro, gato, namorado também vale) quando os créditos finais rolarem pela telinha...
Robert Kincaid (Clint Eastwood) é um fotógrafo profissional contratado pela revista National Geographic para tirar fotos das belas pontes do condado de Madison, Iowa. Perdido, ele pede informações na fazenda dos Johnsons. Francesca Johnson (Meryl Streep - indicada ao OSCAR em 1996 por este filme), é uma dona de casa, casada há quinze anos e com dois filhos adolescentes. Duas vidas unidas pelas estradas do destino. Dois mundos completamente diferentes. Tentando resistir a um inesperado romance. Robert e Francesca. Uma paixão que surge apenas uma vez na vida. Talvez, a única chance de viver um grande amor...mesmo que seja impossível durar para sempre!
Ainda na onda dos filmes que eu adoro, este é um filme com Jack Nicholson e Helen Hunt, onde Jack faz o papel de Melvim um escritor brilhante e talentoso, mas cheio de neuroses, grosseiro, irritante, antisocial e cheio de superstições. Preso aos seus hábitos, faz sempre as mesmas coisas. Sua vida tranquila de escritor muda quando seu vizinho sofre um acidente e tem que, contra sua vontade, ajuda-lo cuidando de seu cachorro, transformando sua vida com o pequeno canino. Melvin tambem começa a sentir interesse em Carol (Ellen Hunt), a única pessoa que tem paciência com suas maninas insuportáveis.
Uma comédia divertida, onde a gente se enxerga em algumas das manias de Melvim, e com as cortadas e tiradas inteligentes do protagonista.
Já que o assunto são filmes, quero comentar o filme "Um bom ano".
Foi o primeiro filme de 2008, que assisti 2 vezes no cinema.
Russell Crowe interpreta Max Skinner, que aos 11 anos é cuidadosamente educado na arte de saborear vinhos por seu tio Henry, dono de um vinhedo na França. Adulto, Max torna-se um bem-sucedido (e implacável) homem de negócios em Londres, sem qualquer tempo para outras coisas. Certo dia Max recebe a notícia de que Henry morreu, deixando-o como único herdeiro. Pensando em ganhar um dinheiro extra vendendo a propriedade, resolve visitá-la rapidamente. Mas uma vez ali, percebe que não será tão fácil vender o lugar que lhe traz tantas lembranças de infância.
O filme provoca a minha já clássica reflexão sobre o que realmente vale a pena na vida. Respeitando as devidas proporções (tipo, tirando uns três zeros) me lembra a minha história tal como pensei quando adolescente e na qual venho caminhando: uma primeira etapa de vida concentrando-se na vitória material para depois desfrutar de um momento de maior tranquilidade na maturidade. Por isso comecei a trabalhar tão cedo.
Seguindo a comparação, não obtive o mesmo sucesso de Max (até pela diferença de ponto de partida e porque vencer aqui no Brasil é um bocado mais difícil) mas sigo um caminho mais suave e pleno de vida. Não dá pra comprar um vinhedo na frança, mas quem sabe daqui a alguns anos não arrumo um canto pra viver bem no nordeste ou em Toscana?
Este fim de semana foi excepcional, não por eventos ou atividades radicais ou viagens, mas pela forma como foi vivido. Excepcional em sua simplicidade.
Bem, trabalhei na manhã de sábado com meu novo assistente, foi incrivelmente produtivo e divertido. Tenho fechado pequenos negócios com grandes empresas, trabalhos simples mas que trazem um bom resultado em vários sentidos. Em seguida fui a um evento de RPG em santana. Fazia tempos que não experimentava o ambiente de RPG e de contação de histórias. Fui com a Giulia, Allan e Vanessa.
A Giulia é uma história a parte. Filha de uma amiga minha, eu pratico com ela o que chamei de paternidade virtual. Os pais são separados e o pai é ausente, eu acabei escolhendo e sendo escolhido para ser referencia masculina positiva.
No domingo peguei minha sobrinha Lara e a Giulia e as levei para o parque da monica. Fiquei umas 6 horas correndo atrás da minha sobrinha de 3 anos, que nasceu com pilhas duracel e sem botão de pause ou de desligar. O parque da monica é algo como um imenso buffet infantil, os brinquedos são geralmente aquelas estruturas para subir e escorregar, piscinas de bolinha, blocos gigantes para montar, pula-pula, etc,
Terminei o dia exausto mas muito feliz.
Mas o que realmente fechou com chave de ouro o fim de semana foi assistir "Espanglês". Eu não tinha nem ouvido falar desta comédia romântica, e me surpreendi muito.
Se comecei o ano com o pé direito em termos de cinema assistindo "A good year", considero esta surpresa um fechamento perfeito de ano.
O diretor, James L. Brooks, entrou para a lista dos diretores que eu ficarei sempre antenado para assistir. A direção é simplesmente perfeita, tudo no seu lugar, tudo com um porque, coisas pouco óbvias que só se descobre com sensibilidade ou assistindo outras vezes. Ele já nos presenteou antes com "melhor impossível" com a atuação brilhante do Jack Nicholson
No filme Flor (Paz Vega), uma linda mexicana, vai trabalhar como empregada para a emergente e problemática família Clasky (chefiada por Adam Sandler e Téa Leoni). O resultado é um conflito inteligentemente perceptivo de culturas e valores, e um olhar deliciosamente honesto sobre os compromissos que modificam completamente a vida como casamento, filhos e dedicação à família.
Eu simplesmente adoro filmes como esse, sinceros, honestos, transparentes. Filmes como Crash, Closer ou Infidelidade, que mostram a vida como ela é. Só não são Rodrigueanos porque não tratam do Brasil, que é outro planeta em alguns sentidos.