"Se nossa intenção for modificar quem realmente somos, não teremos sucesso. Se nossa intenção for nos tornar quem essencialmente somos, não poderemos deixar de ser verdadeiros diante dos mais profundos anseios da nossa alma."
Assisti nesta sexta dia 6/11 a peça "O papa e a bruxa" dos parlapatões. Excelente, humor escrachado e bem caracteristico do grupo, que reune criticas bem humoradas e acidas às estruturas de poder.
Este ano pude ir ao Satyrianas, um festival de teatro em saudação à primavera. São 78 horas de programação de teatro.
Assisti às peças "Solidão também acompanha" uma excelente comédia dirigida por Roberto Audio, "São Paulo Fashion Clown" um desfile de modas de palhaço, "Novo manual prático para o anonimato", onde encontrei um amigo atuando e ainda uma apresentação circense e outra de musica. Deu pra recarregar a veia artistica.
Colocar o site no ar é relativamente comum, os diferenciais estão em usar um sistema de gerenciamento e utilizar uma visão de marketing, de modo que o site seja coerente com oo negócio e que gere indicações de novos clientes, utilizando uma estratégia de posicionamento no google.
Dia 29 de maio sai para viajar em Férias. Andava meio estressado faz algum tempo, a ponto de ter dificuldades para tomar decisões.
Antes de partir, relacionei uma lista de escolhas e decisões que me pareciam importantes e complicadas de se tomar, desde coisas simples como comprar ou não um computador para casa, qual meu papel no movimento de biodança, qual o meu papel na empresa, que rumos tomar... Anotei tudo e esvaziei a cabeça, seguindo para a viagem.
Viajamos eu e Lisandra pela Azul, mas logo na saida tivemos um contratempo. Nos preparamos direitinho, comprando a passagem em março. O onibus deveria sair do shopping Eldorado às 9:30. Mas os horários mudaram e como não vimos antes de sair, acabamos perdendo o onibus. Em contato com a empresa, eles mudaram nosso voo para a tarde. Perdemos uma tarde na bahia e tivemos de gastar R$ 120 com um taxi, já que não havia mais onibus àquela altura. No onibus, musica sertaneja alta e cheiro de cigarro. No avião uma criança fazendo algazarra.
Mas enfim, são ferias e isto não iria nos deixar mau humorados. Ficamos quatro dias na praia do forte, hospedados no albergue da juventude. Ali perto, um mega resort com diárias de mais de mil reais e a gente pagando 35 cada um. Foram dias de conversas, sol, banho de mar, caminhadas, boa comida, boa bebida, boa conversa. Visitamos a base do projeto tamar e do instituto baleia jubarte.
Nada mal, cerveja, iscas de peixe, casquinha de siri...
...em excelente companhia!
A praia do forte é um lugar bem turistico, algumas ruas de comércio, todas elas com suas plaquinhas de madeira esculpida, com o logotipo da visa, que parecia ser o patrocinador oficial da cidade.
Foram quatro dias de caminhadas sossegadas pela praia, cochilos sem horário definido. Também alugamos uma bike e pedalamos até o forte, algo em torno de 12km somando ida e volta.
Depois desses dias, pegamos um onibus para salvador. Como nosso onibus só sairia à noite, ficamos um pouco no shopping iguatemi, onde comemos uma comidinha japoneza e assistimos ao filme "anjos e demonios" (não tinhamos muitas opções - o filme é médio, adaptação de um livro médio). O que me chamou a atenção foi o ar condicionado polar e o video de orientação que dizia para as pessoas não chutarem as cadeiras da frente.
Lisandra me contou que em uma outra viagem que ela fez para a Bahia foi para uma festa. Seguiu de saia e camiseta e na porta viu as meninas entrando de blusa e de botas. Lá dentro, o ar condicionado para deixar esquimó se sentindo em casa.
Enfim, quatro dias de tranquilidade e descanso bem merecidos.
Sigo hoje à noite para Salvador e amanhã para SP. A partir de quarta publico as histórias e viagens aqui no blog.
O roteiro, em resumo:
- De salvador fomos eu e Lisandra para a praia do forte, onde ficamos 4 dias. - De lá viemos para lencóis, onde ficamos juntos mais 3 dias. - Lisandra retornou a SP. Eu segui para o capão - Durante os 7 dias restantes, fiz com um grupo a travessia do vale do paty, num total de 60km de caminhadas.
Chego em casa pensando em escrever no blog e recebo uma mensagem de um comentário da Vanessa Lampert. Mas quem é mesmo a Vanessa Lampert? Tinha uma referência no fundo dos meus arquivos mentais dizendo que era uma amiga, sei lá de onde. "Guglei" ela e voilá! A moça do Autor Desconhecido, blog que mesmo há um tempinho sem atualizações cumpre um papel importantissimo de esclarecer sobre os textos estupidos que rolam na internet.
Acho assim como liçença para dirigir, deveria ter licença para usar a internet. Teriamos uma quantidade muito menor de "processadores de e-mails", o pessoal desocupado que recebe os powerpoints e os "tantra totems do dalai lama" e encaminha feliz da vida para toda sua lista, quando muito acrecentando um "olha que lindo" ou "não sei se funciona, mas não custa nada". É, não custa nada fazer papel de bobo.
Mas enfim, deixa eu falar um pouco das coisas da minha vida. Como recém namorante, eu estou curtindo aquelas coisas gostosas de casal novo: conhecer os amigos, apresentar os meus, ir ao cinema, assistir filmes, passear... coisas de casal insuportavelmente feliz.
Fui ao tanger aproventando o restaurant week. Um restaurante marroquino delicioso, lugar aconchegante, de cores, sabores e texturas novas para o meu paladar acostumado com o arroz e feijão. Pra quem não sabe, uma série de restaurantes de SP na semana passada e nesta (ainda dá tempo!) estão com cardápios promocionais. Um jantar para um casal que sairia 250 mangos sai por 80! Na quarta vou no Tandoor e na sexta vamos a um restaurante francês, ainda a ser definido. É meio extravagante ir a três restaurantes numa semana, mas junta o namoro novo e a oportunidade, já viu...
Eu assisti o curioso caso de Benjamin Button, as questões de vida e morte que me rondam há algum tempo, tcharam!, voltaram. Mas neste momento apaixonado, intenso e feliz, fica uma sensação de que pelo menos nos ultimos 12 meses tenho vivido a vida muito bem... no fundo no fundo, ser feliz é a nossa unica obrigação.
Assisti Zeitgeist. Um documentário impressionante. Um chamado para ação. Se o video "a historia das coisas" me deixou mobilizado (estou menos consumista, meu carro está na garagem sem sair de lá há 6 meses) este outro me chamou para militância. Em linhas gerais, beeeeem gerais, o documentário mostra em ritmo alucinante três assuntos relacionados: como o cristianismo é construido com base em elementos muito mais antigos (este é um ponto delicado para muitos - inclusive para mim - e que eu ainda vou pesquisar mais a fundo), como o 11 de setembro foi uma armação (algo que eu já desconfiava) e como o sistema funciona por trás das cortinas. Aquelas coisas que a gente até desconfia mas que quando vê ali, cara a cara, fica boquiaberto. Encomendei os DVDs, baixei o PDF, estou lendo de forma critica e em breve coloco algumas coisas por aqui.
No trabalho, estou com uma crescente. Era previsivel que se formasse de um lado uma demanda consistente de trabalho e de outro uma pressão de crescimento pelas pessoas empreendedoras que eu trouxe para compor o meu time. O meu desafio de liderar e aprender a dirigir está aí, batendo à minha porta. No fundo no fundo tudo o que eu queria era algo tipo uma aposentadoria aos 40 que me deixasse viajar pelo mundo, mas parece que pra isso tem que alimentar o sistema. Estou feliz em ter conseguido criar em um ano a partir de um trabalho solitário dentro da Ideológica uma forma humana, criativa e divertida de criar software, hoje em uma equipe de 10 pessoas, atendendo a clientes bem interessantes.
Recebi a visita de um grande amigo e guru, o Sanclair. Temos uma relação bem interessante, ele me explica as questões do espirito, da consciência e do universo de um jeito que eu - na minha cabeça meio engenheiro meio artista - consigo entender e eu ajudo ele com as questões computacionais de um jeito que ele consegue entender. Este ano vou novamente para a chapada diamantina, caminhar uns 20 a 30 km no meio das montanhas, limpando o corpo, coração, mente e espirito e retomando a sintonia com o que realmente importa, saindo do estado alterado de consciência que a cidade nos coloca e retornando a um estado natural de consciência.
Comecei a fazer um curso básico de teatro no macunaima, coisa recreativa. Nada como um grupo de adultos receber a autorização de brincar, de ser livre, de criar.
Estou firme no grupo de biodanza na vila madalena (também, o espaço fica a quatro quadras de casa, se não fosse eu mesmo me batia). Grupo novo composto de pessoas com tempo de vivência. Algo super tranquilo, harmonioso e nutritivo.
Também estou fazendo danças de salão às quartas. Comecei semana passada. Se o tempo de bio me ajuda por um lado, já que eu tenho uma consciencia corporal melhor, por outro atrapalha, que manter a concentração e realizar os passos mais marcados tornou-se um certo desafio.
Ah, finalmente conclui o inventario dos filmes que eu ao longo de 2008 baixei da internet. Eu tinha um projetinho pessoal, coisa simples, de tirar um backup da internet. O resultado: 900 filmes em 181 DVDs, fora um sem-numeros de episórios das séries que eu gosto (heroes, earl, dsm) e outras (muitas outras) que eu baixei para conhecer ou experimentar.
É isso, mais um relato para os meus amigos do que anda acontecendo... um daqueles posts que convidam a escrever mais e melhor em breve, sobre cada um dos tópicos. Mas apesar da correria e da intensidade, serei mais frequente nas aparições aqui e mais aprofundado nos assuntos.
Faz um tempo que não escrevo, então os assuntos se sobrepõem. Talvez sejam necessários diferentes posts para cada um deles, por mais entrelaçados que sejam. Sai de viagem para a Argentina hoje, rumo ao réveillon em Buenos Aires. Levo um caderninho onde pretendo fazer anotações sobre os lugares por onde passar. Nas primeiras páginas, as anotações do dia 1 de janeiro de 2008. Os meus desejos, naquele momento, diziam respeito a saúde física e mental, bem como o aprendizado de algumas coisas. Retornei à biodanza e fiz o processo rolfing completo. Melhorei a minha postura, mas a tensão do fim de ano me deixou com pontos de tensão nas costas. Emagreci ao longo do ano, mas engordei um pouco na reta final. Este foi um ano dedicado a construir e empreender. Eu estava me sentindo um pouco estagnado no trabalho, já que tinha fechado um ciclo com o Allegro. Em meados de março resolvi colocar energia em algo que eu gosto muito de fazer, o desenvolvimento de sistemas em access. Arregacei as mangas, coloquei um site no ar, escrevi alguns artigos que foram publicados na internet. Enfim, fiz o meu barulho. O resultado foi a chegada de bons clientes através do site e a contratação de pessoas para me ajudar. De um trabalho solo no começo do ano, fecho 2008 com 6 pessoas no time. De 5% do faturamento, a área passou a 30%. Um salto desses traz uma série de mudanças e também muita responsabilidade. São esses os elementos principais que estou refletindo neste período de descanso. Sempre valorizei um crescimento orgânico e sustentado, e é isso que quero em 2009: uma consolidação do trabalho, fortalecer estas pessoas que trabalham comigo. O crescimento orgânico não é necessariamente lento, mas sim coerente com as possibilidades. A gente vê as crianças que de tempo em tempo dão umas espichadas, depois ficam um tempo no mesmo tamanho. Acho que depois desse salto teremos um tempo de fortalecimento Esse crescimento teve um preço: eu acabei dedicando menos tempo para as pessoas queridas e para mim mesmo. Sinto uma saudade dos meus pais, da minha irmã, dos meus primos, amigos, de todas as pessoas que eu gosto e que gostam de mim. Mas o ano teve essa vibração para todos, uma energia de empreendimento e liderança que envolveu a maioria das pessoas. Agora eu semeio relações. Viajo com minha irmã, cunhado e sobrinha, com o desejo de desfrutar com Presença a convivência e os momentos destas pessoas queridas. Reencontro algumas pessoas de que gosto que vivem na Argentina. Neste natal, fiz questão de fazer telefonemas para as pessoas, ao invés de mandar um e-mail genérico, por mais que tivéssemos feito um cartão de natal e ano novo bem bacana. Menos Orkut, mais e-mail. Menos e-mail, mais telefonema. Menos telefonema, mais encontros e abraços. Relações off-line, fora da linha, reais. Este ano vou organizar encontros de amigos em casa, fazer um curso de teatro pra me divertir, viajar como viajei em 2007. Fazer de 2009 um ano de amor expresso em celebração, em encontro, em dedicação e trabalho. Retomar a caminhada espiritual, a alimentação equilibrada e a atividade física. Poizé, deu pra ver que estou inspirado. A inspiração atualmente vem de dentro e de fora. E que bom viver assim, num reapaixonar periódico e constante.
Contagem regressiva para o fim de ano... e para minha viagem.
Vou para Buenos Aires neste fim de ano, chique no ultimo. Aproveitei uma promoção e embarco com a Arquiteta Viviane Mendes (sim, minha irmã se formou!) o meu cunhado Alex, a minha sobrinha Lara e a Dani, amiga nossa. Por lá vão estar umas três galeras em pontos estratégicos da cidade, com quem vamos nos trombar ocasionalmente.
Eu ando trabalhando muito, um tanto estressado. Pressão nos projetos, muitas coisas para administrar.
Conheci novas pessoas, estou com novos clientes, um novo espaço de trabalho, muita renovação, do jeito que eu gosto.
Agora um momento especial foi a festa de fim de ano da ideologica. Juntou a galera toda, mais amigos e agregados. Fomos ao SP diversões e lá jogamos boliche, fliperama, maquininha de dança, guitar hero e por fim... kart!
Pena que eu sou grandão. O carrinho sofria para acelerar comigo. Mas ainda assim, muito divertido, muita adrenalida, muitas risadas. Nestes tempos estressados, foi um moento de diversão bem-vindo. Prazer para aliviar a dor, como diziam os titãs. Fiquei com o corpo dolorido por uns dias, mas valeu a pena.
Depois de duas semanas, fui à aula de bio, onde tive algumas notícias boas, que merecem um post à parte.
Neste sábado estou organizando um evento para reunir os outros malucos que desenvolvem em access. Uma especie de festa de fim de ano da comunidade, para falar do mercado, das experiencias de cada um. Um momento em que pessoas que insistem em andar na contramão do que recomendam as escolas e faculdades, mas que atende a um nicho muito grande e importante.
Bom, é isso... fechando 2008 com foco no trabalho.
Ah! Quase me esqueço! Colocamos nosso cartão de natal / ano novo online: www.ideologica.com.br/natal - visite, encaminhe aos amigos.
Este não é um daqueles posts de "como o ano passou voando". Na verdade é um daqueles "o que eu ando fazendo", minha habitual transcrição do que andou acontecendo no periodo desblogado.
Pra variar, muito trabalho. Viagens para Sumaré, um monte de propostas elaboradas, algumas visitas, novos clientes. O trabalho fluindo bem. Cansativo sem ser estressante, já que eu tou trabalhando com o que gosto.
Atualizei o site dos sistemas em access. Lanço agora, à meia noite do dia 1 de dezembro: www.sistemasemaccess.com.br
Este fim de semana, foi bem interessante. Fui jantar numa cantina no sabado, assistir uma opera no theatro são pedro, uma caminhada, bate papo com amigos, finalizando com o filme "Mahabarata" - este meio confuso, contando a história de krishna e arjuna.
Momento de vida simples e boa. Alegria e contentamento, pela constatação que tenho tudo: dos bens que preciso, o trabalho que gosto, os amigos que amo, saude, clareza de pensamento, paciência e certa sabedoria. Uma companheira faria bem, mas acho que é questão de tempo já que o jardim está arrumado.
Estou de partida para Manaus a trabalho. Como gosto de fazer, vou relatando os eventos e situações com que vou me deparando.
Como é viagem a trabalho, não devo ter grandes emoções, além de, sei lá, criar uma função que integre arquivos PDF a mensagens HTML enviadas por uma DLL diretamente ao servidor SMTP... Ei! Acorda!
Este é um post resultado de uma conversa e de uma troca de e-mails, mais do mesmo para quem acompanha este blog.
Primeiro eu estou num momento dedicado apenas ao trabalho, os meus desejos e anseios por experiências escolhi deixar por hora adormecidos.
Um período de alguns meses de vida simples e focada. Se em algum momento eles despertarem, por escolha minha, vivência ou pelo beijo da princesa encantada, lido com eles como puder, sem maiores planos. Em parte porque duas quase mudanças me acenaram com mudanças grandes demais, que não quero pelo menos agora, ou pelo menos não de uma forma tão radical.
Bom, os papos que tive tinham a ver com separações, assunto que eu conheço. Pessoas cujas vidas seguem em constante transformação.
Uma vez ouvi que os as mulheres casam com os homens esperando que eles mudem... e eles não mudam. E que os homens se casam com as mulheres esperando que elas não mudem... e elas mudam.
Só que as vezes as mudanças são muito rápidas, para o parceiro e pra gente mesmo. Como lidar com isso? Acho que só a verdade e o diálogo conseguem amenizar... se a nossa companhia tiver este mesmo empenho, este desapego ao que existe. Mas é compreensivel a resistência... é como se fizéssemos um investimento em um banco. Colocamos energia psíquica, tempo, dedicação, em busca de obter algo que pudesse nos render dividendos para sempre.
É comum, principalmente para as mulheres, deixar a vida afetiva de lado para construir uma carreira. E nas horas vagas aprender sobre si mesmo.
A geração dos singles. Pessoas que escolheram a carreira, a casa, o status, o conhecimento e o poder como foco. Um certo individualismo e autonomia potencializados. Onde as relações são acordos. Troca de carinhos e de prazer, sem maiores envolvimentos.
Sem julgamentos. Não se trata de uma distorção, de um "passo do sistema para nos engolir e nos tornar robôs" mas simplesmente escolhas, ou um fenômeno social, de mudança de valores.
No papo surgiu que traição e tradição são intimamente relacionadas, surgiu novamente otema da liberdade. Mais precisamente a relação entre segurança e liberdade... que a gente faz a troca da liberdade por segurança... com o parceiro, com a comunidade, com o Estado.
O cumulo da segurança é a prisão... seria o cumulo da liberdade a solidão? A irresponsabilidade? Individualismo? Acho que isto responde melhor a um questionamento que fiz uns dois posts atrás.
Essa harmonização de elementos aparentemente contraditórios foi o centro da reflexão... que os contratos verdadeiros ( e aqui a verdade é um elemento chave ) são aqueles permanentemente rediscutidos. Ou seja, as relações, assim como a liderança, liberdade e segurança, são circunstanciais. (bom, talvez aqui uma obviedade ululante)
Em uma reflexão pós ano novo do meu blog, eu cheguei a conclusão que não queria tantas mudanças de curso que me levassem a abandonar o que tenho para recomeçar uma nova caminhada. Prefiro a experiência de algo novo, por um tempo finito, que sair de um cenário de segurança para cair em outro onde vou construir um novo ambiente, talvez uma nova prisão.
Qual é o nível de liberdade, autonomia ou independência que você quer? Você está disposta a abrir mão de que por esta escolha? O que te segura? Medo de perda? Medo de causar dor? Medo de abandonar, de enfrentar a solidão? O que te move? Que prazeres, curiosidades, sonhos, ideais e experiências?
Às vezes eu quase matematizo isso... como uma soma de vetores, como forças em diversas direções.
É isso, vamos vivendo cada momento.
Os passos não conduzem a um objetivo, cada passo é um objetivo.
Como os três leitores deste blog já sabem, sempre que eu sumo é porque tem muita coisa acontecendo na minha vida.
Levaria talvez algumas páginas para escrever tudo que mudou em detalhes, então vão apenas os flashes:
- Novo apartamento - Novas atitudes - Novos clientes (Odebrecht, Honda, Madia) - Novas amizades - Novas negociações - Nova tv de LCD 46" (um surto consumista) - Caminhadas diárias de 15 minutos (o trajeto de casa ao metrô) - A experiência sublime de um concerto na Sala São Paulo - Novos insights sobre as relações humanas, sejam amorosas, sejam de trabalho - Nova técnica de desenvolvimento... o access levado ao seu limite. - Finanças saudáveis novamente, aumento de salário à vista - Tenho escrito artigos, - Fui entrevistado para um site - Lancei o novo site do allegro (www.sistemaparalavanderias.com.br) - Novos amigos, cultivando os laços que me agregam
Estou com muito amor no coração e um poder de atração e realização como há muito eu não experimentava. Resultado das decisões e ações que me prometi no começo do ano.
Não comento tudo isto aqui por vaidade, mas para compartilhar, como criança que ganha presente, um momento de felicidade. E é bom saber que pessoas próximas da gente também estão dando certo. Para mim isto sempre será muito inspirador.
Hoje atingi uma meta que persigo obstinadamente: caixa de entrada zero. De tempos em tempos eu pego firme para resolver questões menores e deletar aquelas mensagens que às vezes eu guardo para ler em um outro dia... que nunca chega. Hoje eu ataquei as 120 mensagens que esperavam pacientemente pela minha atenção.
É algo que não dura muito tempo, ainda mais porque eu recebo umas 60 mensagens por dia e envio outras tantas, mas é sempre bom comemorar uma pequena vitória como essa.
Passou o momento eremita. Agora eu quero mesmo é circular, novamente aberto para conhecer novas pessoas e idéias, viver novas experiências.
O movimento ocorreu esta semana, um respirar fundo e um "Quer saber? Cansei.". Acho que me dei alta. Tanta atividade terapeutica, estudo, aprendizado têm seu valor, mas manter isto só pra dentro não adianta.
Este movimento me lembra dos comerciais do etapa, que mostravam essa metáfora da ruptura e abertura de maneita tão brilhante. Bons tempos estes que a gente pensa em algo e encontra na internet.
Novos clientes, grandes projetos em perspectiva e uma atitude arejada frente a tudo isso. Tudo que fiz valeu, faz parte de mim e levo comigo para este novo momento.
O fim de semana começou na quinta, quando fui ao teatro assistir "Herótica: Cartilha Feminina para Homens Machos". A peça apresenta três mulheres em idades diferentes falando aos homens sobre a sexualidade feminina. A peça é muito ruim. Desfilam, ora em verso, ora em prosa, piadas fracas - algumas tiradas das correntes da internet - e muitas grosserias e palavrões para compensar (?) a falta de talento e sobretudo de direção. Colocam algumas imagens projetadas em um telão (que estava fora de foco) em uma tentativa, sei lá, de teatro multimidia com cantos fora do ritmo. Péssimo, preferia ter ido dormir mais cedo.
Sexta fui pra casa mais cedo, onde comecei a assistir "Daniel in the real world". Filme que começou bem, apesar do cansaço ter me vencido. Escrevo a respeito mais tarde se não for a uma aula de bio.
Sábado foi dia de dançar. Uma amiga de João Pessoa veio para São Paulo, participar de um evento e ficou hospedada na Paulista. Juntei uma galerinha e fomos para o Grazie a Dio, ouvir a banda "Black Rio". Som de primeira, como é de costume na casa. Apesar do pouco espaço para dança fiquei dançando praticamente direto até as 3 da manhã ao som de soul, funk e groove. Programa que vale repetir. O detalhe é que a minha amiga doida ainda quis dançar mais e as 3 da manhã entramos no conexión caribe ali do lado. Mas a casa já estava no fim de noite. Dançamos um pouquinho e fomos embora. O legal é que peguei duas entradas vips e algumas com desconto.
Domingo eu fui novamente ao teatro, assistir desta vez o Don Juan, do teatro Ágora. Agora sim, o meu desejo desejo de assistir a um bom espetáculo ficou satisfeito. O texto do Molière foi adaptado de forma brilhante pelo Celso Frateschi e muito bem dirigida pelo Roberto Lage. Eu não sou muito técnico para assistir teatro, mas sei quando uma peça tem direção competente, pois o ritmo da peça fica fluido. A dupla Jairo Mattos e Angelo Brandini, como Don Juan e Sganarello tem um quê de clown, branco e augusto, gordo e magro, com um timing excelente, dando vida com muita competência ao texto. Vale conferir! Eu penso em ir de novo com alguns amigos, porque peça como esta vale a pena assistir uma segunda vez, olhando para os detalhes que estão ali bem cuidados.
E não dá pra não mencionar a vitória do Palmeiras sobre o Corinthians, que é sempre motivo de alegria.
Vez por outra eu reciclo mensagens enviadas aos amigos para atualizar meu blog com as histórias da minha vida pessoal. Acho que fica mais fácil contar para os amigos o que está acontecendo. A referência do diálogo direto me ajuda.
Bom, cá estou novamente, em um raro momento de... plenitude. Raro não porque me sinta incompleto todo o tempo, tenho muitas pequenas felicidades o tempo todo, mas estas semanas têm sido especiais.
Mudei a estrutura da empresa de maneira que agora eu só faço aquilo que gosto: marketing e access. A gerente de contas segue se auto-organizando até que a Márcia, uma amiga minha que era gerente comercial em uma empresa em que trabalhei há 15 anos, assuma a área comercial na Ideológica.
Duas semanas atrás, depois de uns 12 anos sem contato, nos reencontramos. Fizemos aquela festa, lembramos, rimos, filosofamos. Foi um daqueles momentos em que a gente recupera parte da identidade ao lembrar de coisas tão importantes da gente que se perdem no passado.
O Vagner, meu sócio, assumiu de vez o desenvolvimento também. Mudou a mesa dele pra lá e a energia da empresa mudou.
Então imagina como eu estou, sem o stress da responsabilidade do projeto da cherto ou da supervisão do comercial. Tou uma bala, ainda mais neste tempo de alta energia.
Iniciei um projeto na knorr que vai passar a limpo tudo que fiz lá. Usando um novo visual para as aplicações access (dá uma olhada nas imagens anexas), apoiado por um programador entusiasmado e doido quenem eu.
Eu deixei um pouco o meu lado terapeuta. Estou começando um trabalho de educador voluntário para dar aulas aos adolescentes do projeto Formare da Knorr. Vou dar aulas de comunicação para eles, e tou tendo idéias bem legais.
Minha vida social está mais restrita, até porque tenho trabalhado nos fins de semana. E está ótimo, porque restringir as visitas me leva a escolher os mais importantes e a valorizar cada vez mais estes momentos. Menos é mais.
Ontem eu fui ao lançamento de um livro de poesias. A autora, minha amiga Florice, me pediu que lesse uma poesia... em forma de RAP, é mole? Eu cantei o poema no ritmo de “Another one bites de dust” do Queen, e foi uma comédia só. Imagina eu entrando no meu estilo subversivo, com uma cara de Bill Murray em feitiço do tempo, naquele clima solene de sarau, de declarações de agradecimento e coisa e tal. Foi uma experiência muito divertida.
Tenho tido cobertas no rolfing. Cada vez que a terapeuta libera um grupo de musculos, eu começo a andar e pensar de forma mais solta. Só fazendo pra entender.
Depois de um ano estranho, de muita porrada e muito aprendizado, eu venho para este 2008 novo em folha.
Voltei para a academia. 100% de frequencia até agora (bom, 2 dias possíveis).
Banho de loja na decathlon. Hidroginástica é o novo hábito que quero desenvolver.
3 novos pares de sapato, 20 pares de sapato doados. Restou só o essencial: 3 pares de tenis, 7 de sapatos, 3 sandálias, 1 chinelo e só.
Num dia de trabalho desencalhei um mês de enrolação. Liguei para alguns clientes e fui peneirando... é sim ou é não. Recusei um projeto grande que ia dar muita dor de cabeça, confirmei dois projetos bons e um novo cliente está chegando, coisa boa daquelas parcerias de longo prazo.
Pra este ano eu quero é isso. Pouco e bom. Mereço o melhor e me darei o melhor. Da melhor viagem ao melhor descanso. Por isso mesmo vou escrever menos por aqui. Novas direções para dedicar o tempo.
Muda, que quando a gente muda O mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a gente muda a gente anda pra frente. E quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude Nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro, Na mudança do presente a gente molda o futuro!
2007 foi um ano intenso, de transformações, conquistas e aprendizados. Um ano bom.
E como eu sou a soma do que gosto, de quem amo e de onde estou, 2008 fica marcado pelas coisas que aconteram comigo nessa perspectiva mais ampla.
- O Airton casou e o David engravidou. - Que eu me apaixonei, vivi a euforia, amei, separei, sofri e cresci. Do jeitinho que Gibran Khalil Gibran me contou. - Que eu aprendi a ficar em silêncio e preservar as relações mais intimas e valiosas. - Que eu superei minha "crise de meia idade antecipada" e retomei a caminhada. - Onde eu pude ter a certeza de que tenho muitas pessoas amigas dispostas a me apoiar e me cuidar quando eu precisar. - Que a Apá viajou para a Espanha onde ia morar, e voltou de lá com o aprendizado de que aqui é melhor. - Que a vivi ganhou uma casa de presente. - Que eu viajei para a chapada diamentina, rodei 18 dias sem rumo pelo sul, criei novos laços no nordeste, pulei carnaval em paraitinga, desci o rio em brotas. - Que fiz o Franchising University - Que o meu pai renasceu e com ele a minha mãe. - Onde eu arrumei emprego pra umas 6 pessoas.
Um ano bom e, ainda assim, um ano curto. Um ano que me pareceu desperdiçado frente ao seu potencial. Um ano que poderia ter sido muito mais. Mas que começou feliz em todos os aspectos e termina feliz em todos os aspectos. 2007 é ano de terminar coisas, de fechar histórias. Fechar ciclos. Muita gente boa morreu este ano, alguns mais próximos, outros ídolos mais distantes, como o querido Paulo Autran.
Aqui em Garopaba/SC estou curtindo cada minuto das praias maravilhosas, da companhia divertida. Rindo, bebendo e conversando até altas horas da madrugada. Tomando sol até torrar, mergulhando no mar, tomando banho de cachoeira e de chuva. Uma nova dimensão em que o tempo se estica e é suficiente pra tudo isso e mais um pouco. Deu tempo até de ler um livro e começar outro. E da tempo pra pensar na vida, sonhar os novos começos e novos caminhos que se revelam aos poucos no novo ano.
Este fim de semana foi excepcional, não por eventos ou atividades radicais ou viagens, mas pela forma como foi vivido. Excepcional em sua simplicidade.
Bem, trabalhei na manhã de sábado com meu novo assistente, foi incrivelmente produtivo e divertido. Tenho fechado pequenos negócios com grandes empresas, trabalhos simples mas que trazem um bom resultado em vários sentidos. Em seguida fui a um evento de RPG em santana. Fazia tempos que não experimentava o ambiente de RPG e de contação de histórias. Fui com a Giulia, Allan e Vanessa.
A Giulia é uma história a parte. Filha de uma amiga minha, eu pratico com ela o que chamei de paternidade virtual. Os pais são separados e o pai é ausente, eu acabei escolhendo e sendo escolhido para ser referencia masculina positiva.
No domingo peguei minha sobrinha Lara e a Giulia e as levei para o parque da monica. Fiquei umas 6 horas correndo atrás da minha sobrinha de 3 anos, que nasceu com pilhas duracel e sem botão de pause ou de desligar. O parque da monica é algo como um imenso buffet infantil, os brinquedos são geralmente aquelas estruturas para subir e escorregar, piscinas de bolinha, blocos gigantes para montar, pula-pula, etc,
Terminei o dia exausto mas muito feliz.
Mas o que realmente fechou com chave de ouro o fim de semana foi assistir "Espanglês". Eu não tinha nem ouvido falar desta comédia romântica, e me surpreendi muito.
Se comecei o ano com o pé direito em termos de cinema assistindo "A good year", considero esta surpresa um fechamento perfeito de ano.
O diretor, James L. Brooks, entrou para a lista dos diretores que eu ficarei sempre antenado para assistir. A direção é simplesmente perfeita, tudo no seu lugar, tudo com um porque, coisas pouco óbvias que só se descobre com sensibilidade ou assistindo outras vezes. Ele já nos presenteou antes com "melhor impossível" com a atuação brilhante do Jack Nicholson
No filme Flor (Paz Vega), uma linda mexicana, vai trabalhar como empregada para a emergente e problemática família Clasky (chefiada por Adam Sandler e Téa Leoni). O resultado é um conflito inteligentemente perceptivo de culturas e valores, e um olhar deliciosamente honesto sobre os compromissos que modificam completamente a vida como casamento, filhos e dedicação à família.
Eu simplesmente adoro filmes como esse, sinceros, honestos, transparentes. Filmes como Crash, Closer ou Infidelidade, que mostram a vida como ela é. Só não são Rodrigueanos porque não tratam do Brasil, que é outro planeta em alguns sentidos.
Faz tempo que não escrevo. Basicamente, trabalho e desinternetização.
Estamos entrando em fase de planejamento por aqui. Depois de dar uma repensada na vida pessoal é interessante transpor isto para a empresa. O que espero da empresa e do meu trabalho em 2008? Tenho a rara possibilidade, para bem e para mal, de definir os rumos profissionais com grande liberdade, arcando com as consequencias.
Hoje teve uma cena de filme. Sai do metrô Jardim São Paulo para ir a um cliente. Caia uma uma chuva leve e fresca. Pensei em correr e pegar um taxi, mas ao invés disso me entreguei e curti a chuvinha, caminhando de braços abertos e olhos por um trecho de parque. Na minha cabeça uma trilha musical se fazia pelos pontos de agua que me tocavam e me corriam pela face e pelos braços.